terça-feira, 16 de março de 2010


Pedofilia na Igreja Católica
da Alemanha
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Vaticano cria ‘muro de silêncio’
sobre abusos, diz ministra alemã
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A ministra da Justiça da Alemanha, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger (foto abaixo), afirmou que as regras de sigilo do Vaticano atuam como um “muro do silêncio” para impedir as investigações sobre abuso sexual em escolas católicas no Estado da Baviera (sudeste alemão).
“Em muitas escolas havia um muro de silêncio que permitia o abuso e a violência. Mesmo os casos mais severos de abuso são sujeitos ao sigilo papal e não devem ser revelados fora da Igreja”, disse ela à rádio Deutschelandfunk.
Segundo a ministra, esse sigilo se refere a uma diretriz do Vaticano de 2001 que estabelece que as suspeitas de abuso sexual devem ser investigadas primeiramente dentro da Igreja.
A ministra alemã expressou seu descontentamento com o fato de a diretriz pedir investigações internas e não a convocação de um promotor "o mais cedo possível". Para ela, esse “silêncio” só será quebrado se as suspeitas de abuso forem levadas ao Judiciário em primeira instância.
As declarações de Schnarrenberger foram feitas após surgirem suspeitas de novos casos de abuso físico e sexual no coro da catedral de Regensburg - que foi conduzido pelo irmão de Bento 16, Georg Ratzinger, entre 1964 e 1994 -, na abadia beneditina de Ettal e numa escola capuchinha em Burghausen. Todas essas cidades ficam na Baviera. Desde o início do ano, a Igreja Católica enfrenta denúncias de abusos sexuais cometidos nas décadas de 1970 e 1980 em escolas jesuítas alemãs.
Clique Leia mais na BBC Brasil: Jesuítas pedem perdão por abusos sexuais na Alemanha

Discussão Pública

Durante a entrevista, a ministra sugeriu que a Igreja participasse de uma discussão pública com líderes políticos e vítimas dos abusos para o pagamento de uma eventual compensação às supostas vítimas. O bispo Stephan Ackermann negou as afirmações da ministra. Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allegemeine, as regras da Igreja “insistem no envolvimento de procuradores públicos”. Em abril, Ackermann havia apoiado a sugestão da ministra da Família da Alemanha, Kristina Schroeder, para a realização de uma discussão pública para lidar com o problema de maneira "rápida".
Nesta semana, o papa Bento 16 tem uma reunião marcada com o líder da conferência de bispos da Alemanha na qual o assunto deverá ser discutido. De acordo com o analista da BBC para assuntos religiosos Christopher Landau, questões inevitavelmente irão surgir sobre se a Igreja Católica já enfrentou toda a amplitude do contínuo escândalo sexual.




(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias)
Leia mais em:
http://noticias.uol.com.br/bbc/2006/10/01/ult2363u8146.jhtm

segunda-feira, 15 de março de 2010

ABORTO, O HOLOCAUSTO SILENCIOSO

Cerca de 50 milhões de crianças em gestação são abortadas por ano, no mundo! 126 mil por dia! "78% dos abortos são realizados em países em desenvolvimento e os restantes 22% em países desenvolvidos". Veja abaixo o impactante testemunho de uma jovem que sobreviveu ao holocausto silencioso e tem sido uma voz internacionalmente reconhecida na denúncia de um dos mais graves genocídios da história da humanidade. E, na sequência, uma pesquisa sobre as graves, trágicas e traumáticas conseqüências do aborto.


A JORNADA DE GIANNA JESSEN

No dia 8 de setembro de 2008 a jovem Gianna Jessen testemunhou o milagre de sua sobrevivência. O Queen's Hall, em Melbourne estava repleto e ela começou a falar: - "Eu sou adotada, e minha mãe biológica tinha 17 anos assim como meu pai biológico. Eu tinha 7 meses e meio de gravidez quando ela decidiu ir para a Planned Parenthood, que é a maior rede de clínicas de aborto do mundo e eles a aconselharam a ter um aborto de final de gestação, através de envenamento salino, que é uma solução salina que é injetada no útero da mãe. O bebê engole essa solução, ela queima o bebê por dentro e por fora e ela faz expelir o bebê dentro de 24 horas. E para a grande e chocante surpresa de todos eu não sai morta, mas viva, dia 6 de abril de 1977 em uma clínica de aborto em Los Angeles. O que é fantástico nisso, sobre a hora perfeita de minha chegada é que o abortista ainda não estava no trabalho então ele sequer teve a oportunidade de continuar com seu plano para a mina vida, que era a morte. E eu sei que estou em um prédio público, por sinal muito bonito e eu amo seu país, assim como amo o meu próprio. Mas sei que vivemos não é, de modo algum, politicamente correto! Dizer o nome de Jesus Cristo em lugares como esse, trazê-lo para esses tipos de reuniões, porque seu nome pode fazer as pessoas se sentirem terrivelmente desconfortáveis. Mas eu não sobrevivi para fazer todo mundo se sentir confortável. Eu sobrevivi para mexer um pouco com as coisas e eu gosto muito de fazer isso. Então eu nasci viva, como já disse depois de 18 horas. Eu deveria estar cega, eu devia estar queimada, eu devia estar morta. Mas eu não estou! Sabem qual foi o fantástico reconhecimento disso? O fato de que o abortista teve que assinar minha certidão de nascimento. Meu presidente Bush... Eu sei quem ele é. E nos meus registros médicos também diz, para qualquer cético ver: 'Nascida durante aborto por envenenamento salino'. Há! Eles não venceram!Fiz algumas pesquisas sobre o homem que fez o aborto em mim. E suas clínicas formam a maior rede de clínicas nos Estados Unidos Eles faturam 70 milhões de dólares por ano. Eu o vi dizer, eu li uma citação dele. Há algum tempo, anos atrás, e ele disse: 'Eu abortei cerca de um milhão de bebês e considero isso minha paixão'!Eu falo essas coisas, porque, escutem, senhoras e senhores. Estamos em uma guerra interessante, quer percebamos ou não, nesse mundo. É uma batalha entre a vida e a morte! De que lado vocês estão?Então uma enfermeira chamou uma ambulância e me transferiu para um hospital, o que é absolutamente milagroso! Geralmente a prática na época, até 2002, em meu país, era terminar com a vida de um sobrevivente do aborto, por estrangulação, sufocamento, deixando o bebe morrer ou jogando o bebê fora! Mas em 5 de agosto de 2002, meu extraordinário presidente Bush assinou a lei, o Ato de Proteção da Criança nascida Viva para que isso não ocorresse mais! Vocês vêem! Estamos falando de coisas sérias, estamos falando... Eu quero dizer, eu estou esperando ser odiada até a hora da minha morte, para que eu possa sentir Deus e entender p que foi ser odiada! Eu quero dizer, Ele foi odiado, Cristo foi odiado! E não é que eu queira ser odiada, mas eu sei da minha jornada, eu sei que já sou odiada porque eu declaro a vida! E eu digo: Vocês não me pegaram, o holocausto silencioso não venceu sobre mim! E a minha missão, senhoras e senhores, entre muitas coisas, é essa: Infundir a humanidade em um debate que simplesmente compartimentalizamos e colocamos de lado e dizemos que é só um "assunto". Nós removemos nossas emoções, nos tornamos "duros". Vocês realmente querem isso? O quanto vocês estão dispostos a lutar e o quanto estão dispostos a arriscar para falar a verdade no amor e cordialmente, e ficar de pé e ao menos estar disposto a ser odiado. Ou será que o final do dia tudo diz respeito só a você? Ou a mim? E então, depois disso eu fui colocada em uma creche para adoção de emergência onde eles decidiram que não gostavam muito de mim. E como digo, carinhosamente, eu não sei como vocês podiam não me amar desde o começo! O que tinha de errado com essas pessoas?Mas eles não gostavam de mim. Vocês vêem como eu fui odiada desde a concepção por tantos e amada por muitos, mas especialmente por Deus. Eu sou a menina dele! Você não brinca com a menina de Deus. Eu tenho um aviso na minha testa que diz: "É melhor você ser legal comigo, porque meu Pai governa o mundo". Então, depois, eu fui colocada na casa provisória, fui tirada de lá e colocada em outra casa, uma linda casa, a casa de Penny. Ela disse que nessa época eu tinha 17 meses, pesada 14 quilos e diagnosticada com o que eu considero ser o dom da paralisia cerebral, que foi causada diretamente pela falta de oxigênio no meu cérebro quando eu estava tentando sobreviver. Agora, eu me sinto simplesmente compelida a dizer isso: Se o aborto diz respeito somente aos direitos da mulher, senhoras e senhores, então, quais são os meus direitos? Não tinham nenhuma feminista radical gritando e reclamando meus direitos violados naquele dia. Na verdade minha vida estava sendo exterminada em nome dos direitos das mulheres. E, senhoras e senhores, eu não teria paralisia cerebral se não tivesse sobrevivido a tudo isso! Então, quando escuto o argumento horroroso e nojento de que temos que abortar só porque há possibilidade da criança nascer com deficiência, óh! O horror que toma conta do meu coração! Senhoras e senhores há coisas que vocês só poderão aprender com os mais fracos de nós. E quando vocês os matam, são vocês que perdem! O Senhor olha por eles, mas serão vocês que sofrerão para sempre. E que arrogância! Que absoluta arrogância! E tem um argumento por tanto tempo nesse lugar humano em que vivemos, que o mais forte deve dominar o mais fraco deve determinar quem vive ou morre. A arrogância disse! Vocês não percebem que não podem fazer o próprio coração bater? Vocês não percebem que todo o poder que pensam possuir na verdade não possuem nenhum! É a misericórdia de Deus que os mantém mesmo quando vocês o odeiam! (transcrição da primeira parte)


ABORTO, HOLOCAUSTO SILENCIOSO


Hitler e o exército nazista, que matou cerca de 6 milhões de pessoas no chamado holocausto da 2ª guerra mundial poderia parecer uma criança cheia de ódio e rancor - perto dos profissionais do HOLOCAUSTO SILENCIOSO dos nossos dias. Cerca de 50 milhões de crianças não nascidas são abortadas por ano, no mundo - 126 mil por dia! "78% dos abortos são realizados em países em desenvolvimento e os restantes 22% em países desenvolvidos".


LEGAL EM MUITOS PAISES, MAS IMORAL


Aproximadamente 97 países, com cerca de 66% da população mundial, têm leis que em essência permitem o aborto induzido. Noventa e três países, com cerca de 34% da população, proíbem o aborto ou permitem o aborto apenas em situações especiais como deformações do feto, violações ou risco de vida para a mãe. Todos os anos cerca de 26 milhões de mulheres realizam abortos legais, enquanto que 20 milhões de abortos são realizados em países onde esta prática é restringida ou proibida por lei.Nos EUA são realizados cerca de 3.700 abortos por dia! Naquele país 52% das mulheres tem idade inferior a 25 anos mulheres com idades entre 20 e 24 contabilizam 32% da totalidade de abortos; 20% são adolescentes sendo 1,2% raparigas com menos de 15 anos. A maioria (64,4%) dos abortos são atribuídos a mulheres que nunca se casaram as mulheres casadas contabilizam 18,4% de todos os abortos e as divorciadas 9,4% . No Brasil, a segundo a ANDI (Agência de Notícia dos Direitos da Infância), "a cada dia cerca de 140 meninas têm a gravidez interrompida. A cada hora, seis adolescentes entram em processo de abortamento". No Brasil apesar a pressão feminista e de grupos politicos interesseiramente ligados a movimentos pró-descriminalização da prática, a prática é legal. As igrejas cristãs condenam publicamente o aborto como crime lesa-humanidade.


MÉTODO MAIS COMUM PARA PROVOCAR A MORTE POR ABORTO


A prostaglandina é uma hormona que induz o trabalho de parto prematuro (também conhecida como misoprostol). É ministrada sob a forma de supositórios ou injecção no músculo uterino, causando uma reacção violenta. O feto morre geralmente por causa do trauma do nascimento. No entanto, se o feto tiver idade suficiente para aguentar o processo, nasce vivo (freqüente). Esta ocorrência é designada de “complicação” nas descrições técnicas deste método. Para evitar que tal aconteça, os executantes do aborto utilizam ecografias para se guiarem no processo de injeção de um “fetícida” (uma droga que mata o feto) no coração do feto, quando este ainda está dentro da barriga da mãe. Administram em seguida a prostaglandina à mãe que dá à luz o feto morto. Este tipo de aborto é praticado em casos de gravidez avançada.Outro método, com o feto na idade de cerca de 12 semanas, o colo do útero tem de ser dilatado antes do aborto propriamente dito. Geralmente são introduzidas lâminas rígidas designadas de laminárias (feitas a partir de material desidratado, geralmente algas marinhas esterilizadas comprimidas em lâminas grossas) no colo do útero no dia anterior ao aborto induzido. Após serem introduzidas, estas lâminas absorvem humidade e expandem aumentando o seu tamanho várias vezes, dilatando assim o colo do útero. Um instrumento semelhante a um alicate é então inserido através do colo do útero até ao útero. A pessoa que realiza o aborto tenta apanhar uma perna, braço ou outra qualquer parte do corpo do feto, e num movimento rotativo arranca-o do corpo. Este procedimento de desmembramento desenrola-se até só ficar a cabeça do feto. Finalmente a cabeça é esmagada e puxada para fora. A pessoa que executa o aborto, ou algum ajudante (geralmente o/a enfermeiro/a), tem que depois voltar a juntar todas as partes do corpo do feto para se certificar que foi removido na sua totalidade.Utilizado após as 12 semanas, este método é idêntico ao D&C, excepto neste caso são utilizados fórceps [instrumento composto por dois ramos articulados utilizado para extrair o feto do útero] para torcer e despedaçar o corpo do feto que já apresenta nesta altura ossos calcificados.


TRAUMAS FÍSICOS, PSICOLÓGICOS E ESPIRITUAIS


Grande parte das mulheres que se submetem ou são pressionadas ao aborto sofrem traumas como: Stresse, Depressão, Ansiedade, Tentativas de suicídio, Disfunção sexual, Consumo de tabaco, álcool e drogas, Desordens alimentares, Repetição de abortos, Divórcios e problemas crônicos de relacionamento. CONSEQUENCIAS FISICAS: Estudos sobre as seqüelas físicas do aborto na mulher diagnosticam: Morte de mulheres, Infecções, Hemorragias, Coágulos de sangue, Cancro da mama, Cancro cervical, dos ovários e do fígado, Perfurações uterinas, Lacerações cervicais, Placenta prévia, Complicações na gravidez, Gravidez ectópica Incompetência cervical, Doença pélvica inflamatória, Endometrite.


"NÃO MATARÁS"


Enquanto a indústria do entretenimento incentiva relacionamentos sexuais cada vez mais precoces (livros, cinema, internet, revistas, etc.) e a liberdade [na verdade a licenciosidade] colocada como padrão supremo a ser almejado pelo ser humano, para sua afirmação como "ser" - as últimas gerações vêm sendo assediadas por um discurso que vulgariza a vida, deprecia a dignidade, despreza a família e atenta contra as nações. Vemos, sob o manto tenebroso do "mercado" surgir indústrias com tamanha sede do lucro que jogam qualquer conceito de ética, civilidade ou bom-senso na lata de lixo da história. Por outro lado observamos crescer as restrições a manifestações cristãs, no mundo, enquanto religiões alternativas, do oriente, são saudadas como opções razoáveis: budismo, hinduísmo, etc.A filosofia atual, no beco sem saída do ceticismo, não vê sentido na vida humana - e não encontra qualquer superlativo no humano além de energia e átomos em dissolução. Ergueram um altar ao nada - diante disso o que vale é apenas lutar contra a angustia e o desespero fazendo qualquer coisa, sem juízo de valor, moral ou ética. O resultado é o mundo no qual vivemos, cada vez mais frio, cerebral e sem amor - onde as afeições são substituídas por perversões e o caos é celebrado num altar dantesco onde milhões de não-nascidos são sacrificados, a cada ano (José J. de Azevedo).


SITES CONSULTADOS:







Postado por ONGURI às 10:44

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


George Orwell, 1984 e o
Big Brother Brasil - BBB


Li “1984”, de George Orwell, nos anos da minha juventude. Foi impactante, pois vivíamos numa era em que muitas ditaduras pipocavam pelo mundo – inclusive no Brasil. No livro o “Big Brother”, é o ditador da fictícia Oceania – e uma caricatura do totalitarismo personificado em gente como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Josef Stalin, entre outros truculentos menos famosos.
É lamentável que o tema do livro seja utilizado nesse circo televisivo chamado “BBB” – reality show que já caiu de moda em vários países em função da exigência cultural de seus habitantes. Infelizmente o programa está durando em nosso País – talvez por causa da crescente desvalorização da cultura (com C maiúsculo) e da educação – meios fundamentais para o desenvolvimento da crítica, dos valores éticos e do bom-senso. Nessa terra de ninguém, onde geralmente quem manda é o mais experto e não o mais eficiente ou o mais criativo, esse tipo de cultura brota e contamina especialmente o povo menos informado, mais carente de opções culturais e espirituais. Nesse sentido a juventude torna-se o alvo mais cobiçado – em função da sede da novidade, disposição para a contestação, etc.
Creio que por trás dos bastidores dessa teletela atual o interesse não é apenas o lucro custe o que custar – da emissora e dos patrocinadores. Há uma verdadeira conspiração, no sentido de vulgarizar, um estilo de vida que possa conduzir o País conforme mentes que buscam manipular o imaginário, com objetivo de impor sua agenda no mínimo tendenciosa – seja na escolha dos perfis dos candidatos à exposição ‘bigbrodhiana’, seja na indução ao consumo em função dos interesses comerciais (bebidas alcoólicas, tabaco, marcas, etc.) graças ao efeito demonstração e à manipulação subliminar. Nesse sentido esse Grande Irmão é manipulador, interesseiro, zombeteiro e depravado. Joga muito bem com o conceito de liberdade – porém seu objetivo é amarrar e escravizar milhões de pessoas conforme sua ambição pelo poder, pela fortuna, personificada nos candidatos que ralam na sua arena em busca do prêmio. A fome em busca da vontade-de-comer: casamento da cobiça com a ambição – com dezenas de milhões gastando seus centavos para participar desse jogo com de cartas marcadas.
Ao contrário do Estado – que era o instrumento de dominação da ficção “1984” dos ditadores, para a realização de seus planos malignos, agora é a iniciativa privada – o mercado com seus tentáculos - personificada nas potestades do ar (Redes de TV).
A série BBB também se presta ao serviço de levar ao conformismo a população quanto a constante quebra de privacidade que hoje se vê, com cameras nas ruas, nos corredores, nos elevadores, em repartições e coletivos – vigiando cada movimento do cidadão, sempre sob suspeição. Tudo em nome da segurança e da paz social! Para onde caminhamos nesse BBB universal? Parece haver, do outro lado das telas, uma insidia, uma mente poderosa, impessoal, enigmática, com sede ilimitada de informação para saciar seus quadrilhões de bites, – que nos lembra a saga genial dos personagens de Matrix, o filme. Como defender nosso corações e mentes da imposição brutal da violência, das aberrações cinematográficas, das perversões inculcadas, das tendências virtuais tendenciosas, da banalização da vida e do desprezo da alma?
Sejamos sábios, cautelosos e prudentes! Há maravilhosas sendas do saber e da verdadeira cultura nas bibliotecas, nos diálogos entre gerações, na camaradagem sadia e na afetividade sóbria de amizades que conduzem a hombridade. Pelo amor de Deus: O tempo é precioso demais para perdê-lo se expondo a malicia decrépita desse Big Brother!
George Orwell escreveu sua genial obra, “1984”, para prevenir e vacinar o mundo com relação a ameaça da tirania e do totalitarismo. Foi descaradamente traído! Leia esse livro em vez de ser tributário ingênuo dessa depressiva e miserável programação.
(José J de Azevedo)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O CRISTÃO E O MEIO AMBIENTE





















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O cristianismo atual carece de profundas reflexões e reciclagem geral de atitudes e valores, de forma a se conformar com uma vida baseada na simplicidade, humildade e sabedoria – tão belamente caracterizada no estilo de Jesus, seus discípulos e na prática generosa e solidária da igreja descrita nos Atos dos Apóstolos.
Conforme Gênesis, o Criador atribuiu ao ser humano, formado à sua imagem e semelhança, o cuidado para com a natureza. Deus deu ao ser humano a tarefa de administrar o planeta! O labor não tinha o objetivo de ser uma maldição, mas bênção, caminho de disciplina e busca de aperfeiçoamento. Como diz o antigo ditado, nos ofereceu condições da descoberta, ensinar a pescar e não simplesmente oferecer o peixe no prato. Através dos milênios o ser humano, na sua árdua busca da sobrevivência, foi construindo o acervo do saber graças ao qual pode superar obstáculos em um mundo hostil e perigoso.
Ao homem foi atribuído o papel central na terra. Não podemos interpretar o Gênesis a partir de uma visão utilitarista da natureza – muito menos com uma visão consumista e soberba. Na verdade Deus deixou o mundo em condições plenas para a sobrevivência do homem e das outras formas da vida – para conviver cooperativamente com a fauna e aflora, preservando as fontes da sustentabilidade: A água, o ar, o solo e o subsolo, a terra em seu majestoso equilíbrio, como um milagre sabiamente planejado em meio a infinitas galáxias as quais o homem perscruta em busca de débeis sinais de vida.
A parábola da queda revela o ser humano afastando-se da sabedoria divina para colocar-se em auto-suficiência. Conforme o teólogo John Stott foi a cobiça que o levou à rebelião, o querer ser igual a Deus! Foi uma queda espiritual com conseqüências para toda a criação.
Esse é o caminho trilhado, desde então, até a nossa geração!
Há dois mil anos “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. Conforme Dietrich Bonhoeffer, “Deus revelou-se plenamente ao homem no rosto de Cristo”. Tratava-se não apenas de salvar o homem, e sua alma, da condenação eterna, mas também salvar o homem de si mesmo, ensinando o caminho sobre como preservar sua alma – o único bem eterno que Deus nos deu.
Em torno de Cristo e por sua obra nasceu a Igreja. Jesus adveio de uma família humilde de operários da Galiléia – de um povoado rural sem expressão. Não nasceu de uma família sacerdotal, não foi gerado num palácio, mas em um casebre. Sua primeira casa foi uma estrebaria, junto com guardadores de rebanho, ouvindo o relincho dos cavalos e o balido das ovelhas. Essa pobreza não foi circunstancial, mas exemplar! Jesus peregrinava a pé, sobre suas sandálias, ensinando a sabedoria do Reino e o caminho da abnegação.
Hoje o mundo todo se preocupa com as conseqüências do desatino consumista – que tem levado à destruição ambiental, exaurindo recursos naturais, comprometendo o bem-estar das próximas gerações. Os cientistas alertam para a crescente poluição dos elementos fundamentais da nossa sobrevivência, as mudanças climáticas e suas consequências.
Diante dessa realidade, qual deve ser a atitude do povo que se diz cristão?
Essa é o desafio que, em Sua soberania, Deus tem colocado para a Igreja.
Somos chamados ao arrependimento por causa da vida consumista e por causa da espiritualidade superficial que faz com que a nossa geração beba mais das águas impuras do consumismo – motivado pela exposição irresponsável frente a uma mídia manipulada pelos fazedores do lucro a qualquer custo – do que na fonte salutar que mana generosa do Novo Testamento. O estilo de vida dos cristãos pioneiros não tem quase nada a ver com o viver e a prática de milhões de cristãos, em nossos dias – contrariando o alerta paulino de não nos conformarmos ao mundo dos valores materialistas, mas renovar a mente para o conhecimento da vontade perfeita de Deus. Nos últimos tempos, por exemplo, a teologia da prosperidade subverte os valores cristãos genuínos e revela a alienação de grande parte de líderes religiosos tão populares, que ocupam parcela crescente da mídia televisiva. Em vez do clamor para uma volta às raízes e aos fundamentos, praticados e ensinados por Jesus, o foco tem sido a necessidade, o interesse e o sucesso financeiro. O centro do culto parece não ser mais a glória de Deus e o amor ao próximo. A vivência da fé vem sendo centralizada no ter e não no ser; mais no receber do que no servir; mais no sucesso do que na negação de si mesmo – condição sine qua non colocada por Jesus para seus discípulos: “Aquele que quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e vem, e me segue”.
O desafio, meus irmãos, é buscar uma vida frugal e solidária; participativa e distributiva em vez de egoísta e cumulativa. Devemos, sim, buscar o bem estar para a família, poupar responsavelmente para necessidades futuras – sem, porém, a busca alucinada pelos primeiros lugares, o luxo e a alienação. O mundo precisa ver em nós, cristãos, um povo que partilha, um povo modesto e singelo – como o povo simpático, que atraia os pagãos do primeiro século por seu estilo de vida fraterno e participativo.
A Igreja precisa ocupar lugar de vanguarda em busca de alternativas de viver que proclamem os valores do Reino, dignifiquem o ser humano e restaurem ecossistemas. Cabe as lideranças cristãs o ensino do estilo de vida ensinado por Jesus e imitado pelos apóstolos. Vivemos em um tempo em que a filosofia chega a um beco sem saída, por que ignora a transcendência - entendendo o ser humano como máquina, advoga o niilismo e a completa autodeterminação. Nessa babilônia a juventude internacional cresce perdida, em trevas espirituais, que precisa da luz do Evangelho real – e não das meias verdades pregadas interesseiramente.
A vivência cristã deve ser integral e comprometida com o mundo carente dos valores espirituais e dos preceitos morais – que dizem mais respeito ao coração contrito do que ao legalismo soberbo dos juízes religiosos.
Seguiremos a Cristo ou seguiremos o mercado?
Mais do que nunca a modéstia e a simplicidade cristãs devem ser evidenciadas. Se realmente somos novas criaturas, vamos trilhar o Caminho salutar que refrigera a alma. Se o Senhor é o meu pastor nada do que for realmente necessário nos faltará.

José J. de Azevedo

sábado, 23 de janeiro de 2010

HAITI NA CONSCIÊNCIA E NO CORAÇÃO



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A tragédia que abateu o Haiti, ceifando mais de cem mil vidas, vem sacudindo corações e mentes em todo mundo. Desde 1994 o Brasil lidera as forças de paz da ONU, no sentido de disciplinar o caos social que foi sendo gerado há séculos em função do legado da deportação e escravidão de tribos africanas por europeus, desde o século XVII. Da servidão amarga na Isla Hispaniola – repartida em 1697 entre Espanha e França, surgindo o Haiti e a República Dominicana – brotava a doce riqueza do açúcar e os sabores requintados do cacau e do café, especiarias para o paladar europeu.


A História da Ilha, descoberta por Cristóvão Colombo, foi marcada pela violência e escravidão dos índios, desde 1492. Em menos de um século a população indígena local foi barbaramente dizimada pelos conquistadores. O povo do Haiti, parte francesa da Ilha, frente à situação insustentável dos africanos e descendentes , rebelou-se em 1794 – seguindo o modelo da revolução francesa. A revolta dos escravos culminou com a independência, em 1803. A ousadia dos escravos, resistindo os reforços advindos da metrópole, levou o novo país a amargar 60 anos de bloqueio comercial por parte da Europa e EUA – precipitando uma grande crise econômica com conseqüências sociais e políticas.


Foi do Haiti que Simon Bolívar partiu com dinheiro, armas e militares em sua cruzada de libertação de nações da América Latina. Anos depois, encurralado pela armada francesa, o País teve que assumir uma dívida indenizatória astronômica de 150 milhões de francos – exaurindo sua economia precária. Os séculos XIX e XX viram florescer e decair uma estirpe de ditaduras, com corrupção e mazelas políticas.


Em 1957 François Duvalier foi eleito presidente. Dominou o País com o terror policial, buscando permanecer no poder com a prática do vodu. Exterminou adversários políticos e perseguiu cristãos. Morreu em 1971, sendo sucedido pelo seu filho, o Baby Doc que, em 1986, teve que fugir do Haiti, sendo recebido na França com seus milhões de dólares, que gastou dissolutamente nos redutos da moda, em Paris e no litoral. Em 1990 o padre Jean-Beltrand Aristide foi eleito presidente. Tinha idéias socializantes inspiradas na Teologia da Libertação. Foi deposto no ano seguinte através de um golpe de Estado. O País, por isso, voltava a ser alvo de sanções econômicas por parte da ONU e da OEA, que queriam a redemocratização.


Aristide retornou ao poder em 1994 e, naquele mesmo ano, foi derrubado pelos militares acusado de corrupção. Foi substituído pelo presidente do Supremo Tribunal, Bonifácio Alexandre, que solicitou ajuda da ONU. Nesse ano a Assembléia das Nações Unidas aprovou o envio da Força Internacional de Paz (MIF), liderada pelas forças armadas do Brasil, sob o comando de Augusto Heleno R.Pereira. Essa força de paz é formada por 16 países (Atualmente MINUSTAH - sigla derivada do francês: Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti).


Neste 12 de janeiro o grande terremoto fez com que cerca de 120 mil haitianos fossem mortos sob escombros, especialmente na capital do País. Hoje milhões de pessoas perambulam em busca de socorro. Entre as vítimas fatais cerca de 20 brasileiros – 18 deles que serviam as forças de paz da ONU. Há no País mais de 300 mil crianças em situação de risco – muitas são agregadas a famílias de mais posse e se tornam semi-escravas, conforme denúncia da BBC de Londres. Outras fogem para a vizinha República Dominicana em busca de uma vida menos sofrida. Esse é o legado do colonialismo que também infelicitou o continente africano – onde estão as raízes de mais de 90% da população haitiana. Bem antes da solidária rede que vem sendo formada pela Cruz Vermelha, Médicos sem Fronteira, entre outros – juntamente com contingentes e recursos governamentais de dezenas de países – já estavam lá os missionários cristãos, de braços dados com a parcela mais pobre, partilhando o pão e o Evangelho de forma prática, cuidando de crianças em orfanatos e abrigos, longe do olhar da mídia e dos holofotes da grande imprensa. Euclides da Cunha, relatando a Guerra de Canudos, definiu o nordestino: “Antes de tudo um forte”. A expressão pode ser utilizada também com relação a esse povo que teima em viver em meio a séculos da opressão estrangeira, conflitos históricos, mazelas domésticas e desencontros sociais. Na França, tributária de quase mais de dois séculos do trabalho escravo, fala-se em perdão para a dívida externa do Haiti: seria um reparo justo! Centenas de famílias abrem os braços, desejosas de adotar os órfãos do terremoto.


O drama dos haitianos parece tirar da madorra espiritual a alma de milhares de pessoas – do ocidente civilizado - que, de uma forma ou de outra, se solidarizam, enviando água, alimentos e recursos médicos para milhões de pessoas. Bombeiros e voluntários resgataram mais de uma centena de pessoas da morte de sob os escombros, até depois de 11 dias do terremoto – como sinais da providência e soberania divina – como o caso de uma anciã de 94 anos, um bebê de 23 dias; crianças que venceram a sepultura de entulhos, abrindo pulmões e braços para celebrar o triunfo da vida sobre a morte. Em meio ao caos parece florescer o vigor espiritual e a beleza do serviço cristão nos hospitais improvisados, no transporte e distribuição de água e comida. O Brasil tem sido honrado, pois seus soldados embarcam armados para uma Missão de Paz e não de guerra – não para a conquista ou dominação, mas para o serviço e o bem-estar daqueles cidadãos afro-americanos. Que a consciência do ocidente repare tantas injustiças cometidas sob o testemunho da História. Que Deus seja glorificado no Haiti. Que esse povo sofrido levante-se desse quebrantamento para uma vida nova sob Sua graça e soberania.

José J. de Azevedo

“Clamarás ao Senhor e o Senhor te responderá; gritarás, e Ele te dirá: Eis-me aqui! Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” (Isaías 58.9-10).






Dados históricos veja em:


1.pt.wikipedia.org/wiki/Haiti

2.www.cecac.org.br/mat%E9rias/Haiti.htm

3.observatoriosocial.org.br/conex2/?q=node/1164.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

É NATAL - CORAL DA IPB / CONGREGAÇÃO RÁIA

Na quarta-feira, dia 16.12.09, os irmãos do Campo Missionário de São Mateus do Sul da Igreja Presbiteriana do Brasil, receberam a visita de um grupo de irmãs da SINODAL DAS SAFs do Sínodo de Curitiba. Na ocasião o Coral de Crianças e Adolescentes da Congregação da Ráia louvou a Deus com o cântico "É NATAL". Foi uma tarde muito alegre e abençoada para todos - especialmente para as crianças, que ganharam presentes das irmãs visitantes.