quinta-feira, 13 de maio de 2010

A DANÇA DOS MARAJÁS




SUPER ASSALARIADOS
DA JUSTIÇA QUEREM + 56%!

O ex-presidente Fernando Collor ficou conhecido como "Caçador de Marajás", pela imprensa – porque, em sua campanha ao cargo de Presidente da República, prometia um governo de moralidade e austeridade. Porém certos confrontos acabaram em 1992 quando renunciou para livrar-se de um impeachment – por envolvimento em corrupção. Coisa de amador, se analisar o que vem ocorrendo em nosso País
Recentemente a imprensa denunciou falcatruas oportunistas que favorecem a proliferação dessa classe, tanto em Assembléias Legislativas estaduais – Paraná e Rio de Janeiro, por exemplo – como em Tribunais de justiça de várias partes da nossa pátria mal amada, salve, salve!
Em um artigo no JB Theiman Madeira escreveu, fazendo uma espécie de biopsia desse câncer que corrói o País e o expõe ao ridículo diante de nações que prezam a moralidade política, a ética e a democracia real. Descrevendo as relações ilícitas entre os poderes, afirma: “Ora, essa fidelidade funcional, e quase canina, ao governo deve ser recompensada, através de salários bem polpudos. Ainda na seara próxima do Poder Judiciário, esbarramos com o Ministério Público Federal, onde os procuradores, bem remunerados, deveriam apenas defender os interesses da sociedade, como fiscais da lei. Freqüentemente, se envolve nas artimanhas do mundo político e passa a defender os interesses inconfessáveis de um governo que não ouve a sociedade. Que o digam os defensores do meio ambiente. Quanto ao Judiciário, com os melhores salários do funcionalismo público, o povo, há muito tempo, já sabe da sua lentidão na prestação de justiça, da corrupção de alguns juízes, do nepotismo que corrói as suas entranhas e das mordomias oferecidas aos magistrados, incompatíveis com um país pobre, igual ao nosso”.
Na verdade o país não é pobre – é muito rico! – miseráveis são essas personagens que vivem nas penumbras, vestibular do inferno. A população é que paga a conta nas filas da previdência social, nos hospitais sem equipamentos adequados, nas estradas esburacadas, nas escolas onde crianças famintas devoram merendas aviltadas.
Há no coração dos que trabalham neste País um clamor pela Justiça (com J maiúsculo) – mas parece que vivemos num país de surdos onde a miopia social faz prosperar a violência, o tráfico, o contrabando, a prostituição (que permeia palácios, gabinetes e prostíbulos menos indecentes).
Pois é: corre solta pelo País uma greve onde os “servidores da justiça” pleiteiam aumento de 56% - uma vergonha diante dos mirrados 6% de aumento aos aposentados! Vejam só o que lemos no blog do “
Servidor Público Federal: “A pressão feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, foi insuficiente para apressar na Câmara dos Deputados a tramitação do projeto de lei que prevê aumento de 56% dos salários dos servidores da Justiça Federal”.
No artigo “Turma de Marajás”, do site Paraná online, falando sobre o escândalo do TJ Paraná lembra-nos que: “A Constituição Federal, em seu artigo 37, inciso XI, determina que ninguém no serviço público pode receber mais do que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O teto é R$ 26.723,13. Por que a lei não é cumprida? Merece um prêmio o escrivão que conseguiu compor um holerite com valor superior a R$ 100 mil: troféu cara-de-pau
!”. Esse fantasma, cujo nome é “segredo de justiça” ganharia, com o pretendido aumento de 56%, a bagatela de R$ 156.000,00!
Na verdade há um desgoverno paralelo, um regime de anarquia incrustado nos poderes legislativo, executivo e judiciário – que a imprensa vem denunciando. Essa corrosão grotesca tem feito muita gente boa a sentir saudades do regime militar! Continua o site Paraná online: “Os comandantes do nosso Tribunal de Justiça têm é que resolver o problema, demitindo, eliminando benefícios, adequando o quadro de pessoal. E precisam, também, dar o exemplo, pois a matéria mostrou que 22 desembargadores e 95 juízes estão acima do limite salarial. Sabemos que o problema não é exclusivamente local. Absurdos como esse acontecem alhures. Mas este nos queima na carne”. A situação vem sendo denunciada pela Imprensa com relação à TJs de outros estados: Bahia, Ceará, etc.
Pior ainda, veja só: “Agora, de forma séria e confiável, estamos diante de uma outra denúncia de existência de marajás em nossas instituições públicas. O Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu que mais de 1.000 (mil) servidores recebem salários acima do limite legal: 13 deles ganham acima de R$ 100 mil por mês; 79 servidores têm salários acima de R$ 50 mil; 26 servidores têm mais de cinco fontes de renda na ativa; um servidor tem 11 empregos e oito pessoas tem oito empregos; sete pessoas acumulam seis empregos e nove pessoas têm quatro empregos; 1.061 servidores ganham acima do teto constitucional, que era de R$ 24,5 mil em dezembro (Fonte: Ministério do Trabalho e do Planejamento/Revista Isto É-2090). E essas sanguessugas da economia do “país dos cotadinhos” ainda querem 56% de aumento!
Vejam leitores, aonde chega a ousadia de determinadas figuras desse mundo de trevas, conforme a Revista Isto É: “O que mais chamou atenção nesse trabalho feito pela “Isto É” foi o caso da servidora Maria da Conceição Vaz Araújo. Ela tem 11 vínculos ativos. Recebe duas vezes pelo governo de São Paulo, têm vínculos formais com as prefeituras de Diadema, Santana de Parnaíba, Embu, Franco da Rocha, Francisco Morato e Santo André. Os técnicos alegaram que ela é médica e atende em hospitais dessas cidades. Pelos levantamentos feitos pelo TCU, o número de marajás pode chegar a 3.000 servidores, onerando os cofres públicos em R$ 2,25 bilhões desde 2004”.
Enquanto isso, na madorra dos gabinetes e fóruns e quartéis, há tantos casos de presos que já tiveram sua pena cumprida e continuam amargando o fétido de prisões insalubres; tantos adolescentes e crianças vitimados pelo crack nas ruas de grandes cidades, sem qualquer assistencia. Tantos desempregados buscando no álcool um lenitivo para afogar suas mágoas.
Fora dos arraiais da imprensa (não a marrom) e muitas igrejas – denominações cristãs sérias e comunidades comprometidas com a verdade e a justiça, o que sobra? O Brasil – não o da “banda podre” é um país que trabalha e honra nossa bandeira – nas escolas, universidades, nas ONGs (grande parte delas), nos centros de pesquisa, nos sítios e fazendas, nas aldeias dos pescadores, nas feiras e nos centros de artesanato. Há um Brasil vibrante e valente, que não se indigna por causa dos malfeitores. Cremos que há muita gente boa também no Senado da República, nas Assembléias, nos Tribunais e nos ministérios. Não podemos ser parciais com a injustiça. Cabe aos cidadãos de bem, cada um em sua função, lutar por um País que não viva mais a corar de vergonha diante do mundo por causa dessa casta decadente de marajás. CHEGA!

sábado, 1 de maio de 2010

DENUNCIAS E CONQUISTAS DA CPI DA PEDOFILIA


É estranho - ou, nem tanto! - o silêncio de algumas redes de TV para com a mais importante CPI já realizada no Congresso Nacional, a CPI DA PEDOFILIA - liderada pelo Senador Magno Malta - que vem revelando ao mundo a sanha perniciosa a que milhares de pequenos brasileiros foram ou correm risco de ser vitimados em crimes hediondos. Até então sob o manto da impunidade, agravada pela inconsistencia de leis. Graças ao trabalho dos integrantes dessa CPI tanto o abuso como a posse ou divulgação de práticas ligadas a essas perversões passam a ser rigorosamente punidas. Ao mesmo tempo que a mídia defende e exalta posições favoráveis a PL 122 - que criminaliza a opinião e coloca em risco a liberdade religiosa, no Brasil - paira um silêncio em grande parte das redações e estudios de TV, sobre o assunto! Há leis que já criminlizam o preconceito de religião, raça, sexo, etc, no Brasil. A PL 122, em sua forma escrita, atenta claramente contra esses principios constitucionais. Talvez a maioria dessas pessoas não percebe o quanto está sendo manipulada por uma agenda internacional que, ao que tudo indica, quer impor a humanidade uma sociedade andrógina que coaduna com interesses de dominação e imposição de um governo totalitário. Por outro lado, a CPI DA PEDOFILIA vem chegando a conclusões chocantes quanto aos maleficios causados a crianças de todas as idades. Muitos de seus agressores estão soltos, utilizando ferramentas da Internet e outros meios - porém a imprensa de forma geral, tão simpática as bandeiras da PL 122, mostra-se omissa quanto a veiculação de reportagens que valorizem as conquistas da CPI DA PEDOFILIA quanto a proteção e os direitos da criança e do adolescente. Parece-nos que a única grande reportagem sobre o assunto foi feita pelo SBT - pelo jornalista Francisco Roberto Cabrini.

**Vídeo postado por schenilton — 27 de janeiro de 2010 — Como identificar um pedófilo, e as leis de punição ao crime de Pedofilia. O vídeo tem patrocinio da RedeTV do Espírito Santo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IMPRENSA DISCRIMINA EVANGÉLICOS

PRECONCEITO A EVANGELICOS AINDA
PERSISTE NA GRANDE IMPRENSA, NO BRASIL

Deixando à parte os embates que envolvem interesses da Globo e Record – em busca de audiência e poder político – podemos ver claramente, ainda no Brasil do século 21, o ranço do preconceito e menosprezo com que certa grande imprensa divulga e comenta noticias referentes a manifestações evangélicas.
Até mesmo Luiz Nassif, jornalista católico, nota essa postura sectária. Ele publicou em seu Blog, no dia 24.4.2010, o seguinte comentário: “Releva registrar no dia 21/04/10 foi realizado nas principais cidades do Brasil o evento denominado dia “D” promovido pela Igreja Universal. Segundo os organizadores do evento, o público presente em todos as cidades que ocorreu o evento é estimado entre 7 e 8 milhões de pessoas. No dia 22, ou seja, na quinta-feira o jornal O Globo das Organizações Globo fez uma reportagem de capa sobre o evento com o seguinte título: “Caos universal e autorizado”, ocorre que o jornal abriu as suas caixas de ferramentas, digo, notícias e no intuito de denegrir o mega evento idealizado pela Igreja Universal, chegou a comparar o evento ecumênico com o caos vivido pelo Rio de Janeiro com a desgraça provocada pelas chuvas. É o mais deprimente exemplo de como não se deve fazer jornalismo, espero que este blog não se furte a sua responsabilidade de discutir o fato sob a égide do racionalismo apontando as duas versões da história”.
Navegamos rapidamente pela Internet para observar como certos jornalistas são tendenciosos no relato de mega-eventos, como a Marcha para Jesus, Parada Gay e concentrações do padre. Marcelo Rossi. Além de minimizar a capacidade de mobilização e organização dos cristãos evangélicos, só encontram aspectos negativos tentando denegrir a imagem de dezenas de milhões de cidadãos das diversas confissões cristãs evangelicas do Brasil. Na verdade, tentam cobrir o sol com a peneira!
A Folha de S.Paulo deu a seguinte manchete com relação ao Dia D, liderado pela Universal e que uniu evangélicos de diversas igrejas: “Evento da Universal no feriado congestionou zona sul de São Paulo”. O texto se prende apenas a um aspecto negativo – trânsito – que ocorre em qualquer grande manifestação: “Um evento promovido pela Igreja Universal no autódromo de Interlagos nesta quarta-feira, feriado de Tiradentes, complicou o trânsito na zona sul de São Paulo. Prefeitura do Rio pede desculpas por trânsito de evento Cerca de um milhão de pessoas participaram do evento evangélico, chamado de "Dia da decisão", segundo PM. A igreja calculou 1,5 milhão, segundo o site oficial”.
Com relação ao Dia D, no Rio, a Folha comenta: “O trânsito na cidade do Rio de Janeiro está caótico em parte do centro e na zona sul nesta quarta-feira. Os congestionamentos são reflexo de um culto religioso da Igreja Universal do Reino de Deus, na enseada de Botafogo, zona sul, que deve durar até as 19h.. ... A CET-Rio informou que o congestionamento atinge toda a orla da zona sul e há lentidão nos principais túneis que interligam a zona sul a outras regiões da cidade --como o túnel Santa Bárbara (via de saída para o centro) e o túnel Rebouças (ligação com a zona norte). O texto informa que “em nota, a prefeitura afirmou que assume suas responsabilidades pelo engarrafamento" e pediu desculpas à população. Outra manchete da Folha: “Evento da Universal reúne mais de 1 mi e atrapalha trânsito em SP”
Se o tratamento da matéria é assim, qual é o procedimento com relação à Marcha Gay? Em 14.06 a Folha noticiou: “A Parada Gay de São Paulo promete reunir 3,5 milhões de pessoas neste domingo. A estrutura conta com 1.200 policiais militares, 900 banheiros químicos, 140 leitos para atendimento médico e 16 ambulâncias. Projeções fornecidas pela SPTuris (empresa que gerencia o turismo na cidade de SP) apontam que a cidade deve ter recebido cerca de 400 mil turistas, sendo 5% (perto de 20 mil) do exterior e a maioria, 70%, do interior do Estado de SP. O impacto na economia deverá ser de R$ 200 milhões e a taxa de ocupação dos hotéis é de cerca de 90%, segundo os organizadores” – nenhum problema de trânsito foi mencionado. O tom positivo da reportagem continua com:: “Em entrevista à imprensa realizada na manhã deste domingo envolvendo lideranças das comunidades LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e dirigentes e organizadores da 13ª Parada Gay de São Paulo, o governador José Serra (PSDB) afirmou apoiar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "A união estável, que inclusive já tem um processo sobre isso, e está realmente rolando, nós apoiamos" - nenhum problema no trânsito paulistano!
O mesmo ocorreu com a última realização do Pe. Marcelo Rossi, que turbinou sua carreira cantando músicas gospel - especialmente ‘Anjos de Deus’, que tem letra e música do Pastor Elizeu Gomes. Na reportagem do dia 21/04/2008: “Show reúne 3 milhões em SP; para Serra caso Isabella agora cabe à Justiça”. O texto exalta pontos positivos: “O evento reuniu 22 convidados e terminou por volta das 19h20. Foram realizados cerca de 300 atendimentos, entretanto, nenhum grave segundo a SPTuris. Foram seis postos médicos, dez ambulâncias, 450 metros quadrados de palco, quatro caminhões-pipa distribuindo água gratuitamente e 16 geradores elétricos para manter a energia. Os telões no local contam com oito por seis metros e 5.000 metros de espaço foram disponibilizados para o público presente. Para manter a segurança do show, 2.600 integrantes da Polícia Militar foram acionados pela organização do evento e pela Prefeitura de São Paulo. Além deles, 300 seguranças, 300 guardas civis e outros 300 brigadistas ajudam a manter a ordem no local. Foram colocados à disposição do público 200 ônibus” – ali também, apesar da movimentação de cerca de 2 milhões de pessoas, nenhum problema de trânsito.
Manchete de O Globo online de 22.5.08: “Marcha para Jesus atrabalha trânsito na zona norte” – SP – "A Marcha para Jesus, evento evangélico que deve reunir milhões de pessoas na praça Campo de Bagatelle, já complica o trânsito na zona norte, na marginal Tietê” ...
Assim descreve a 16ª Parada Gay, do Rio de Janeiro o jornalista Rodrigo Carvalho, na Globo.com/vídeos: “Muita alegria! Tem muitas crianças, muitos idosos acompanhando o evento e é claro figuras fantasiadas num clima de muita descontração aqui na orla da Praia de Copacabana. O governador Sérgio Cabral está com o ministro Carlos Minc em cima do trio principal do evento. Agora desse trio estão sendo feitas algumas considerações, palavras de apoio a fim da criminalização da homofobia. É o terceiro maior evento oficial da cidade – só perde para o Réveillon e para o Carnaval” – nenhum problema com o trânsito.
Enfim, cristãos evangélicos quando se reúnem “causam caos urbano, problemas de trânsito e acúmulo de lixo”: essa é a visão que a Grande Imprensa (sic) tupiniquim tem em relação ao seguimento religioso que mais cresce no Brasil. Talvez seja por isso mesmo que a Globo vem baixando a bola ao reportar as últimas versões da “Marcha para Jesus”.




Alguns canais ligados à Rede Globo passaram, à partir de 2009, a tratar com mais simpatia e fideliade a cobertura de mega-eventos promovidos por grandes denominações evangélicas. A Revista Época, da Globo, publicou naquele ano a estimativa de que em poucos anos os evangélicos ultrapassaram 50% da população brasileiro. Trata-se de interesse pois a mesma vem perdendo audiência em função de sua velha guerra aos "crentes". O vídeo acima foi postado no You Tube por Marcoscrecchi em 2 de novembro de 2009.

domingo, 25 de abril de 2010




PRESIDENTE DO HAITI LIDERA
TRÊS DIAS DE JEJUM E ORAÇÃO:
MAIS DE UM MILHÃO NAS RUAS!


Todos os anos, como no Brasil, o povo do Haiti celebra o seu carnaval. Nesse período muita feitiçaria e vodu são praticados. Durante as semanas que antecedem a festa os haitianos fazem máscaras e fantasias para participar dessa celebração de origem pagã.
Para o espanto de muitos estrangeiros, que vivem ou trabalham atualmente no Haiti, o próprio Rene Preval, presidente do País, convocou a nação para algo inédito no País, em pleno período do carnaval: Uma campanha nacional de jejum e oração pública!
Reportagem do O WR – The World Race escreveu que “o Presidente Rene Preval quebrantou-se em lágrimas durante um dos cultos. Enxugava os olhos enquanto sua esposa, tendo ao seu lado a esposa, que o consolava”
Stéphanie Tyrna disse: “Eu estava trabalhando na farmácia de nossa clínica, desde as 6 da manhã até as 13 horas. Havia milhares de haitianos por toda a parte, chorando, orando, louvando e adorando a Deus. Era incrível. Deus, definitivamente, está mudando este País e o coração de seus habitantes!”
Essa campanha foi idealizada por um ministério evangélico da Flórida, chamado “Loving Hands Ministry” – liderado pelo pastor Rene Joseph. Mais de um milhão de pessoas participaram da campanha e milhares foram impactados e receberam a Jesus em seus corações. O pastor disse que “os haitianos não se esqueceram do Deus verdadeiro que os salvou e que está no controle de todas as coisas. Disse que muitas vezes Ele permite um desastre nacional para atrair as pessoas para si mesmo” – rogando para que, na medida em que haja estabilização as pessoas não enfraqueçam a fé ou regressem a vida que levavam antes do avivamento: “Devemos interceder pelo Haiti para que a nação seja para sempre mudada, reconstruída na rocha sólida cujo fundamento seja o Deus verdadeiro – e que nunca mais regressem ao vodu, à feitiçaria ou a ídolos”.
O texto original cita o Salmo 86.9: “Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de Ti, Senhor, e glorificarão o teu nome”.


Milhares de pessoas nas ruas e ruelas de Porto-Príncipe, capital do Haiti, durante a Campanha de Três dias de Oração e Jejum, desde o dia 12.02.2010 (Foto de Carl Juste: AP/Miami Herald)

(Texto baseado em postagem de Stéphanie Tyrna, do Haiti para WR – The World Race)

sexta-feira, 23 de abril de 2010


A VOZ DE C.S. LEWIS NA

RÁDIO BBC DE LONDRES

Clive Staples Lewis nasceu na Irlanda do Norte e cresceu em ambiente cultural propício, junto aos livros de uma seleta biblioteca. Seus pais eram cristãos anglicanos. Quando eram adolescentes, Lewis e seu irmão Warren mais velho passavam quase todo o seu tempo dentro de casa dedicando-se à leitura dos clássicos, distantes da realidade materialista e tecnológica do século XX. Aos 10 anos, a morte prematura de sua mãe fez com que C.S.Lewis ainda mais se isolasse da vida comum dos garotos de sua idade, buscando refúgio no campo de suas histórias e fantasias infantis. Na sua adolescência encontrou a obra do compositor Richard Wagner e começou a se interessar pela mitologia nórdica.
Sua educação foi iniciada por um tutor particular e, mais tarde, no Malvern College na Inglaterra. Em 1916, aos 18 anos de idade, foi admitido no University College, em Oxford. Seus estudos foram interrompidos pelo serviço militar na Primeira Guerra Mundial. Em 1918, retornou a Oxford.
Durante a 1ª Guerra Mundial conheceu um outro soldado irlandês chamado Paddy Moore, com quem travou uma amizade. Os dois fizeram uma promessa: se algum deles falecesse durante o conflito, o outro tomaria conta da família respectiva. Moore faleceu em 1918 e Lewis cumpriu com o seu compromisso. Após o final da guerra, Lewis procurou a mãe de Paddy Moore, a senhora Janie Moore, com quem estabeleceu uma profunda amizade até à morte desta em 1951. Por esta altura Clive já tinha abandonado o cristianismo no qual fora educado na sua infância.Ensinou no Magdalen College, de 1925 a 1954, e deste ano até sua morte, em Oxford. Foi professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge. Tornou-se altamente respeitado neste campo de estudo, tanto como professor como escritor. Seu livro A Alegoria do Amor: um Estudo da Tradição Medieval, publicado em 1936, é considerado por muitos seu mais importante trabalho, pelo qual ganhou o prêmio Gollansz Memorial de literatura. Em Oxford conheceu vários escritores famosos, como Tolkien, T. S. Eliot, G. K. Chesterton (que o ajudaram a voltar à fé cristã) e Owen Barfield.
Lewis voltou à fé cristã no início da década de 1930. Dedicou-se a defendê-la e permaneceu na Igreja Anglicana . Tem sido chamado o porta-voz não oficial do cristianismo, que ele soube divulgar de forma magistral, através de seus livros e palestras, onde ele apresenta sua crença na verdade literal das Escrituras Sagradas, sobre o Filho de Deus, sua vida, morte e ressurreição. Isto foi certamente verdade durante sua vida, mas de forma ainda mais evidente após a sua morte.
Tornou-se popular durante a II Guerra Mundial, por suas palestras transmitidas pela rádio e por seus escritos, sendo chamado de "apóstolo dos céticos", especialmente nos Estados Unidos. Suas palestras tocavam profundamente seus ouvintes da rádio BBC de Londres. Na sua última palestra denominada "O Novo Homem", Lewis disse: "Olhe para você, e você vai encontrar em toda a longa jornada de sua vida apenas ódio, solidão, desespero, ruína e decadência. Mas olhe para Cristo e você vai encontrá-Lo, e com Ele tudo o que mais você necessita."
C. S. Lewis morreu em 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que Aldous Huxley morreu, e o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, foi assassinado. A coincidência serviu como pano de fundo para o livro O Diálogo – Um debate além da morte entre John F. Kennedy, C. S. Lewis e Aldous Huxley, de Peter Kreeft, onde os três personagens, representando o teísmo ocidental (Lewis), o humanismo ocidental (Kennedy) e o panteísmo oriental (Huxley), discutem sobre religião e cristianismo.
Influenciou personalidades como Margaret Thatcher. Seus livros foram lidos pelos seis últimos presidentes americanos, e muitos de seus pensamentos foram citados em seus discursos. Venderam-se mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus
trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C.S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis, descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.
(Veja resumo biográfico e obras de C.S.Lewis na Wikipédia)

*Video acima postado no YouTube por victtorhugo, em 31.08.2008, que escreveu: "Durante os anos de guerra, Lewis gravou uma serie de programas de rádio para a Nação. Tristemente, por causa do esforço da guerra, foram reciclados a maioria dos carretéis auditivos. E o mundo perdeu um capítulo da herança de um homem para sempre. Mas um sobreviveu. E eu tenho esta gravação aqui compilada para você como o próprio Lewis falou há muito tempo". (Tradução: Murillo / Legendas: Victtorhugo / Musica: C.S Lewis Song - Brooke Fraser)

align="left">** Vídeo postado no YouTube por ojovemcristao — 21 de julho de 2009 — Conheça: http://www.ojovemcristao.com




quinta-feira, 15 de abril de 2010

PNDH - 3 NO BANCO DOS RÉUS



PNDH – Plano Nacional
de Direitos Humanos





Através do Decreto 7.037, de 21.12.1009, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu o PNDH-3. A versão anterior do Projeto deu pano prá manga: O texto dava margem à criminalização de pessoas e atos ocorridos na repressão a grupos de resistência, no país, armados ou não, no regime de 1964-1985 – ultrapassando a Lei da Anistia. O que mais desagradou os militares foi o não reconhecimento de que houve vítimas de ambos os lados – o documento radicalizou, como num filme de mocinho e bandido. Em nome do politicamente correto o governo recuou e reescreveu o Plano – que, pelo jeito, deve ser reescrito novamente.
O PNDH-3 é, por enquanto, uma estratégia de ação tendo em vista o ideário de direitos humanos – especialmente voltado para as minorias. A justificação do documento, subscrita por Lula, enfatiza: “Não haverá paz no Brasil e no mundo enquanto persistirem injustiças, exclusões, preconceitos e opressão de qualquer tipo” e que o objetivo central do documento é “seguir consolidando a marcha histórica que resgata nosso País de seu passado escravista, subalterno, elitista e excludente, no rumo de uma sociedade crescentemente assentada nos grandes ideais humanos da liberdade, da igualdade e da fraternidade”.
O polêmico documento está em processo de exame crítico da sociedade – de onde deve emanar a lei, numa Democracia – já que deputados e senadores é que legislam, representativamente! Porém a máquina do governo central tem sua ideologia e suas bases quem impor valores e princípios que nem sempre têm o apoio da grande maioria da população brasileira.
Tivemos a oportunidade de examinar o texto da PNDH-3 (parece até uma fórmula química). Há questões importantes que vêm sendo relegadas e o documento teve a sabedoria de colocá-las em pauta: A questão agrária no Brasil – já que, desde as capitanias hereditárias, o País foi sendo devorado por grileiros e latifúndios, resultando na violência, escravidão e ações que levaram a extinção muitos povos indígenas. A garantia da terra ao pequeno agricultor, o assentamento de famílias com tradição rural, que não querem viver nas deprimentes favelas urbanas – são ações políticas de governo necessárias – dentro do Estado de Direito vigente. O mesmo deve ocorrer com relação à demarcação de terras das nações indígenas e comunidades kilombolas, em todo o País. Da mesma forma é necessário prover grande parcela da população, oriunda da escravidão negra e da exploração do trabalho no interior, de condições salubres e dignas, nas cidades – evitando centenas de mortos, como ocorreu recentemente no Rio de Janeiro, em função da ocupação desesperada de encostas por milhares de famílias em busca de um lugar prá viver e trabalhar.
O mundo e o Brasil precisam adotar políticas e planejamento voltado a conter a sanha predatória – promovida pelo agronegócio (banqueiros, etc.), indústrias poluentes, etc. Nesse sentido o PNDH-3 é positivo quando fala em manejo sustentável, preservação ambiental, apoio ao extrativismo e defesa dos povos das florestas e ribeirinhos – que vivem em harmonia com o ambiente natural. Por outro lado, o próprio governo, com sua política energética, ameaça grandes mananciais da biodiversidade com projetos de construção de hidroelétricas na Amazônia legal. É um contra-senso!
O documento vem sendo criticado especialmente por setores da Igreja católica e evangélica – apesar do silêncio da grande maioria dos bispos e de líderes evangélicos.
O documento, quando se refere a direitos de minorias parece adotar o proselitismo. Não se fala, nesses termos, em defesa ou melhoria da liberdade religiosa, do incentivo à juventude a padrões de comportamento que valorizem os mestres e seus progenitores, nem da preservação do Estado de Direito, nem em defesa da Constituição Brasileira.
O grupo que está nos bastidores desse documento tem em mente a transformação, de certa forma forçada, da mentalidade social brasileira. Também advogamos o fim da opressão e do desrespeito a dignidade humana e as particularidades individuais – porém gastar dinheiro público para políticas que favoreçam uma ”desconstrução da normatividade” é querer impor a sociedade um padrão que a mesma tem o direito de rejeitar. Não bastam Redes de TV – em sua luta cotidiana e programática – através de filmes, novelas, reality shows, programas de auditório, etc., a induzir a juventude a formas de permissividade, vícios, consumismo, sexo precoce, etc.? Caberia também o Estado o papel imiscuir-se na sociedade para impor novos padrões de comportamento? Já dizia Lao Tse, há cerca de 3 mil anos, que “o melhor governo é o que menos governa”
Observe esse parágrafo: “Recomenda-se aos municípios implementar serviços e programas especializados no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e suas famílias, bem como a seus agressores”. Será que, no caso de violência sexual promovida por um pedófilo (agressor) o mesmo, em vez ser julgado e condenado a pena prevista na lei, iria para um tratamento médico, quem sabe numa clínica particular – afinal ele não estaria apenas exercendo o direito de sua opção sexual? Esse parágrafo da margem a esse tipo de interpretação! Em vez de cadeia o mesmo teria assistência social com dinheiro público! Se for assim o sindicato dos ladrões poderia achar que seus associados seriam discriminados por não receber tratamento gratuito em instituições governamentais de saúde! – em vez de mofar em cadeias superlotadas, verdadeiras academias do crime
Apesar de mais de 90% da população ser contra o aborto como meio de evitar a gravidez o documento declara que o governo e a sociedade devem “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Uma mulher pode decidir sobre seu corpo mas não tem o direito de tirar a vida, seja de que forma for de um ser que ela mesma e seu parceiro geraram através de um ato sexual. Há uma lei moral e divina inscrita no coração da grande maioria cristã, seja evangélica, católica ou espírita, que repudia práticas criminosas – e os direitos humanos dos não-nascidos, onde é que ficam? – na lata de lixo de clínicas que faturam milhões com a morte de inocentes?
Milhares de mulheres, em função principalmente do desrespeito a seus direitos humanos, foram forçadas a cair na prostituição – a grande maioria, por certo, preferiria uma vida e uma profissão mais condizente com a própria natureza e dignidade e de acordo com sua consciência. Muitos meninos e meninas foram induzidos e forçados a prática da prostituição por motivos diversos – principalmente pelo assédio e também em função a existência perniciosa do tráfico humano no Brasil. No entanto o governo quer tapar o sol com a peneira e se propõe a “Realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo”. Dezenas de milhares de mulheres encontraram apoio e conseguiram mudar seu viver através da ação de religiosos e igrejas, no Brasil – porém o governo quer nadar contra a corrente, talvez desconhecendo (!) interesses ocultos – pois prostituição e turismo sexual enriquecem muitos empresários – mas o mesmo não se pode dizer das “profissionais do sexo”.
Todos têm direito a viver sua vida, porém o Estado não tem direito de impor a sociedade, através de pressões ao legislativo ou judiciário, “ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos”. O PNDH-3 quer “desconstrução da heteronormatividade”, como se a sexualidade criada por Deus, (Chamem-no de Evolução ou Destino, se quiserem) que garante a preservação da grande maioria das espécies, fosse algo nocivo que deva ser desconstruído!
Todo cidadão brasileiro tem direitos e deveres para com o País e a sociedade. Leis que privilegiem determinados grupos contrariariam a Constituição Brasileira. Em nome de direitos humanos muitas pessoas, que não são obrigadas a pensar e agir como determinadas minorias, vêm sendo multadas, julgadas e condenadas em países da Europa e EUA – sem falar das ditaduras socialistas, na Ásia.
Outra proposição do Plano: “Realizar relatório sobre pesquisas populacionais relativas a práticas religiosas, que contenha, entre outras, informações sobre número de religiões praticadas, proporção de pessoas distribuídas entre as religiões, proporção de pessoas que já trocaram de religião, número de pessoas religiosas não praticantes e número de pessoas sem religião” – se o Estado é laico, porque esse interesse estatal? Em regimes autoritários é comum não apenas a investigação de cidadãos religiosos – mas também a perseguição, tortura e morte, e imposição de religiões controladas pelo Estado ateu. Qual seria a intenção subjacente a esse tipo de proposta?
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, da qual o Brasil é signatário, garante a liberdade de opinião e religião no Brasil. Impor a sociedade brasileira leis que negam essa declaração e a própria Constituição Brasileira são tentativas de minar a Democracia.
O PNDH-3 deve ser alvo de críticas – favoráveis ou não – sugestões, reflexões em busca de aperfeiçoar, realmente, o Estado de Direito, no Brasil. Não podemos nos esquecer que a Lei emana do povo e em seu nome é que a cidadania deve ser exercida. Os brasileiros rejeitaram as leis de exceção, o entulho autoritário – não podemos seguir por esse desvio!

segunda-feira, 12 de abril de 2010


CHICO XAVIER,
PSICOGRAFIA,
NECROMANCIA E
MANIPULAÇÃO
O espiritismo moderno tem raízes em antigas culturas, desde o Egito, passando pela Babilônia e povos da Palestina. Há quem afirme que sua prática teve início no Jardim do Éden, quando Lúcifer entrou numa serpente e enganou os primeiros pais, levando-os, atraídos pela cobiça, a cair em tentação. Desde então o ser humano deixou o estado de inocência imortal, sofrendo as conseqüências do erro: a perdição e a morte. Deus, porém, segundo o Gênesis, não abandonou a raça humana, prometendo um salvador.
Podemos ler em Gênesis 3.14-15: “O Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Naquele momento Deus estava garantindo a vinda de Jesus Cristo – o descendente da mulher - que feriu a cabeça da antiga serpente. Jesus deixou-se imolar como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, para justificar pecadores de todas as gerações, que crêem unicamente nele como seu Salvador e Senhor.
Quando milhares de brasileiros celebram o centenário da ilustre figura de Chico Xavier é natural abordar uma questão tão importante para a vida espiritual do povo brasileiro. Assim, muitas perguntas surgem: O que a Bíblia, o livro sagrado dos judeus (Antigo Testamento) e dos cristãos (Antigo e Novo Testamento) fala a respeito da adivinhação, necromancia (evocação de mortos) e outras práticas nas quais multidões buscam respostas e consolo para suas vidas?
Em Deuteronômio 18.9-12 a proibição é clara: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor”.
Paulo de Tarso, conforme Atos dos Apóstolos 16.16-26, curou uma jovem escrava, possessa de espírito adivinhador – fato que contrariou seus donos, pois adivinhando dava grandes lucros a eles. Essa jovem estava seguindo a Paulo e dizia: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação”. Paulo voltou-se para ela e disse ao espírito maligno: “Retira-te dela. E ele, na mesma hora saiu”. Por causa disso Paulo e Silas foram açoitados e presos em Filipos.
O povo brasileiro é um povo de fé que, mesmo enfrentando tantas adversidades, corrupção política, etc., busca a verdade, com sinceridade. Há liberdade de expressão e religião e devemos amar e respeitar uns aos outros. Entre os que seguem doutrinas espíritas há milhares de grandes e ilustres homens e mulheres - são cidadãos exemplares, que causam boa impressão e até deixam muitos cristãos envergonhados, por sua conduta ética responsável e solidária. Deixamos claro, pois, neste texto o sentido da nossa intenção que é a refletir e buscar a verdade com toda a sinceridade e respeito aos nossos leitores.
E admirável como a Bíblia não esconde os defeitos de seus personagens, mesmo sendo figuras fundamentais, como Abraão, chamado de “o pai da fé”; não esconde as mazelas e graves pecados de adultério do rei Davi e seu envolvimento na morte de Urias, após adulterar com Beth Seba, sua esposa; não esconde o fato de Pedro negar Jesus na hora mais difícil de sua prisão e condenação por Pilatos e a cúpula religiosa representada pelo Sinédrio. Há os que preferem seguir e confiar em mitos, inclinando sua fé e dedicando sua devoção a homens e mulheres falíveis – como todos nós – negando o culto ao Deus verdadeiro.
Há os que seguem e estudam o Evangelho de N.S.Jesus Cristo – evangélicos e católicos – e há os que seguem o Evangelho Segundo o Espiritismo, decodificado no século passado pelo francês Allan Kardec. Entre eles, o cidadão chamado Chico Xavier cuja biografia alavancou a prática do Espiritismo no Brasil – em função de obras sociais e, especialmente, pelas práticas ligadas a contatos com espíritos do além – ou espíritos desencarnados, como os nominam. Não temos a intenção de julgar ninguém, pois todo julgamento cabe ao Juiz Supremo, mas devemos refletir sobre esse personagem tão importante e controverso do nosso Brasil – quando homenagens, produções cinematográficas e artigos pipocam em função do centenário de seu nascimento.
A Revista Superinteressante (N.277), por exemplo, publicou em sua última edição uma reportagem de Gisela Blanco que vem atraindo a atenção, prós e contras, de críticos e seguidores de Chico Xavier. Afirma que “há cem anos nascia o homem que faria brasileiros de todos os credos acreditar na vida após a morte”. Essa afirmativa é totalmente equivocada, pois tanto os judeus, cristãos como muçulmanos acreditam, há milênios, na imortalidade da alma. Porém a reportagem toca em questões e relata testemunhos que tiram de Chico essa aura de perfeição e integridade que procuram fazer dele um ser mítico capaz de continuar a arrebanhar multidões para a fé espírita. Os números são superlativos: 25 milhões de livros vendidos e milhões de seguidores! Sua fama foi conquistada, segundo a reportagem, graças à “psicografia de cartas dos mortos” a familiares aflitos e desejosos de noticias confortadoras do além. Um exemplo é do casal David e Sônia, morto aos 19 anos. David desconfiava da autoria das cartas, porém ficou convencido: “Em uma das sessões de psicografia, um cheiro delicioso de gardênias invadiu a sala. Depois veio uma mensagem assinada por Roberto: "mãezinha querida, dedico essas flores a você” Porém muitos colocaram a prática sob suspeita, conforme a revista, quando centenas de pessoas se acotovelavam para serem atendidos pelo médium: “Funcionários do centro espírita iam à fila pegar detalhes dos mortos. Ou aproveitavam as histórias relatadas por parentes nas cartas em que pediam uma audiência. As mensagens de Chico continham essas informações”, diz o médico Waldo Vieira, com quem Chico dividiu o trabalho no centro entre 1955 e 1969”. O jornalista Marcel Souto Maior escreveu o livro “As vidas de Chico Xavier” onde afirma que Chico e o Dr. Waldo Vieira “produziam textos complementares assinados pelo mesmo autor”. Nos anos 50 um sobrinho do médium, Amauri Pena Xavier, que também psicografava, deu uma entrevista ao jornal Diário de Minas. Conforme Superinteressante, ele disse: “Aquilo que tenho escrito foi criado pela minha própria imaginação”. Ele também teria insinuado que as cartas de Chico Xavier poderiam ser uma fraude: “Assim como tio Chico, tenho enorme facilidade para fazer versos, imitando qualquer estilo de grandes autores. Com ou sem auxilio do outro mundo, ele vai continuar escrevendo seus versos e seus livros”.
Superinteressante também recorda a seus leitores a reportagem feita para a revista Realidade, em 1971 pelo jornalista premiadíssimo José Hamilton Ribeiro: “E denunciou que havia truque ali". José Hamilton escreveu: “Meu fotógrafo viu um dos assessores de Chico levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. As pessoas pensavam que o perfume vinha dos espíritos”. Na mesma reportagem Zé Hamilton relatou um caso fictício de alguém que teria morrido, para ver a reação do médium e recebeu a resposta numa carta psicografada por Chico e assinada por essa pessoa que nunca existiu.
Escrevendo a Igreja da Galácia São Paulo aconselha os cristãos, dizendo: “Ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1.6-9). Infelizmente vivemos hoje numa época em que muitos cristãos, tanto evangélicos como católicos, inclusive líderes, sucumbem a um sincretismo perigoso que os afastam da verdade bíblica. Por isso mesmo Jesus disse a um grupo de religiosos sinceros e bem intencionados: “Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus” (MT 22.29)