domingo, 22 de novembro de 2009

Poema

JORNADA














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Dá-me a tua mão, Senhor,
Que não posso descer sozinho
Às profundezas de mim mesmo.

Não posso mais andar a esmo
Nem tatear no escuro para sempre
Ilumina o caminho tortuoso
Ilumina minh’alma, Senhor!

Coragem também preciso
Para a jornada inevitável
Não posso andar em direções diversas
Doble, ser e não ser, ao mesmo tempo
Quero estar inteiro quando chegar a minha hora.

Preciso também de um coração forte,
E íntegro, seja, por isso, para sempre, comigo.
Atravessando desertos, cantarei
Navegando o mar bravio, não temerei
Penetrando a cava funda
Em busca do ouro puro da minha’alma
Estarei tranqüilo, calmo, seguro.

Mais que tudo, banha meu ser
No teu amor supremo
De forma que seja uma fonte a jorrar
E instrumento submisso
De tua misericórdia sem limite.
Então, no dia de minha hora
Estarei inteiro – meu passado, meu futuro,
unificados, purificado nas mãos do Criador,
o Eterno Alquimista.

Glorificarei teu Nome, desfrutarei de tua presença
Ao expressar a tua majestade,
Bebendo na fonte da eterna juventude.

José J Azevedo, 21.06.2007

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CONSPIRAÇÃO & CULTURA


Conspiração
teoria ou realidade?

Há fatos no mundo atual que nos deixam intrigados, inquietos e, mesmo, indignados. O que está acontecendo com a tão celebrada civilização ocidental? Porque essa decadência numa seqüência tão irracional, veloz e absurda? Em 1997 foi lançado nos EUA o filme “Teoria da Conspiração”, estrelado por Mel Gibson e Julia Roberts – a história de Jerry Fletcher, um motorista de taxi que critica o governo e fala sempre da existência de uma conspiração envolvendo altos escalões. Abordamos, aqui ,o aspecto conceitual e espiritual da possibilidade – pois nem sempre percebemos uma intenção racional em fatos reais. Porém é claro perceber uma geratriz espiritual, maligna, que inspira a degradação.
Venha, vamos percorrer os olhos numa locadora de vídeo qualquer: centenas de títulos apelam para o grotesco, a violência doentia, a sexualidade associada ao aberrante, ao conflito. Apenas olhar títulos e capas já nos trás sentimento de angústia e náusea; o horror e o tenebroso à disposição de qualquer adolescente. Pára em teu sofá e reflita sobre os programas de TV – nos filmes, a manipulação, o efeito demonstração, o subliminar: tipo: faça tatuagens, o aborto é uma opção racional , a mulher é dona de seu corpo, não ser favorável a militância gay é ser homofóbico, ir à igreja é caretice, pastores e padres são manipuladores, etc. Para as crianças de mães eternamente ocupadas com síndrome de Marta restam os desenhos animados que as querem violentas e perversas como o Pica-Pau, ou como os super heróis em seus atributos divinos – exaltando o humano como ser adorável levando a mensagem: use a violência, a magia e o mal para defender o bem!. Os pais alegremente compram romances para seus filhos que nada mais são que iniciação à bruxaria e os vestem para as festas de halloween. Manipulação sórdida na pré-escola!
Filmes “Cult”: sexo sem compromisso, normalmente drogados, a propaganda de cigarros e bebidas disfarçada em cenas dramáticas para capturar o jovem expectador, as aberrações chamadas de arte. A liberdade pregada é a libertinagem e suas conseqüências, trágicas, sofridas. Olha para as famílias: pais e filhos se agridem, não dialogam, foram colocados numa arena.
São exemplos de uma conspiração a passos largos. Ligue a Internet - faca de dois gumes - e examine as mensagens, o leque e os acenos à disponibilidade de qualquer idade. A comunicação cada vez mais virtual e o real, na alma, empobrecido, entorpecido.
O resultado é confirmado pelos teólogos da pós-modernidade, que colhem no caos e lucram com o desespero – sem piedade real, sem discipulado – Cristo desfigurado; a Bíblia grifada para jargões utilitários – além das edições interesseiras, culto ao deus prosperidade! A filosofia anda num beco sem saída, cada vez mais escuro e sem esperança.
Uma conspiração? Uma orquestração infernal? O já condenado deus do entretenimento cada vez mais ousado. Tudo isso levando o ocidente a uma mentalidade cada vez mais dissociada dos valores que deram estabilidade a muitas nações e forjaram economias estáveis e equidade social.
A juventude vítima de pensadores que viam nas drogas uma segunda mão para a espiritualidade – o que era modismo nos anos 60 virou indústria bilionária em mãos de poderosas organizações que penetram com seus tentáculos no cerne da sociedade, minando democracias, corrompendo e gerando confrontos armados e balas perdidas. Veja os noticiários da TV, personagens desumanizados e as tragédias cotidianas. O egoísmo crescente e as manipulações, os jogos antidemocráticos pervertendo a vontade popular ainda consciente de valores e costumes eleitos como dignos. Nessa teia de interesses menores a democracia sofre, a minoria tenta impor sua vontade sobre a Constituição.
Conspiração? Sim há muitos respirando juntos, alimentados por uma literatura que perdeu a nobreza, artistas que trocaram a virtuosidade pela fama e pela grana, escritores soberbos que jogam a tradição na lata do lixo e afirmam que isso é talento. O paganismo crescete e religiões orientais cortejadas.
Richard Foster em “Celebração da disciplina” disse com propriedade que a superficialidade é uma das pragas do nosso século e o teólogo Francis Shaeffer diagnosticou nossa cultura: forjada sobre raízes corrompidas!
Na Europa, por tudo isso, decresce a natalidade – muitos preferem adotar cães, por fobia a crianças – e a imigração islâmica faz a religião muçulmana crescer enquanto o cristianismo enfraquece e decresce – igrejas viram museus, danceterias ou Mesquitas.
Sabemos que os poderes financeiros se aglomeram e que há uma intenção, uma agenda sinuosa, em ação. Há grande movimentação no mercado da informação e, mais que nunca, o deus dinheiro – virtual – é adorado no altar consumista de cada casa – mesmo entre as que dividem seu coração com o Deus da Bíblia – cuja revelação nasceu numa cultura oriental . Afirmou C.G.Jung: “A terrível compulsão da consciência para o bem, a poderosa força moral do cristianismo falam não só à favor do cristianismo mas demonstram também a força de seu adversário recalcado e reprimido – o elemento bárbaro, anticristão”. No auge do nazismo, falando sobre a massificação descreveu: “Quanto maior a organização, menor a qualidade moral de seus membros e menos responsáveis em suas decisões” (paráfrase).
O desafio é crescente e o mundo, depois da queda, nunca foi um parque de diversões. Fortaleçamos corações e mentes, nutrindo a vida na comunhão e compromisso crescente com o Único que “nos livra da ira vindoura

José J. de Azevedo
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O SINAL DA CRUZ




EUROPA PROIBE O CRUCIFIXO

Paulo disse: “Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé”. Recentemente uma onda de indignação varreu a Itália, pois a Corte Européia de Direitos Humanos em Estrasburgo, na França, decidiu contra o uso de crucifixos em salas de aula na Europa. Segundo esses juízes, a prática violaria os direitos dos pais de educar seus filhos da maneira como preferem e contraria os direitos da criança de escolher livremente sua religião. Essa proibição é polêmica e questionável, pois em países de maioria budista, muçulmana, xintoísta, hinduísta, xiita, etc. os símbolos e pregações religiosas fazem parte do seu dia a dia – dentro e fora das escolas. Nessas regiões do globo os cristãos têm sua liberdade restrita, vigiada e até perseguida – sendo até proibidas conversões por parte dos seguidores de Maomé, por exemplo. Porém nos países de maioria cristã qualquer manifestação religiosa vem sendo encarada como ofensiva ou discricionária. – nesse ponto as minorias têm apoio de intelectuais ateus do ocidente – que vêm nos seguidores de Cristo ameaça permanente a seu status social, filosófico ou político.
Os cristãos evangélicos não usam o crucifixo, pois sabem que Jesus venceu a morte – não ficou sepultado, nem para sempre fixado no madeiro. Essa é uma das glórias do cristianismo: Seguimos àquele que se submeteu à cruz e venceu a morte por amor da humanidade caída.
Desde a igreja primitiva a cruz tem sido o símbolo central e universal dos cristãos. Porém o mais importante é o significado espiritual da Cruz de Cristo. Falando sobre esse significado Jesus ensinou seus seguidores, condicionando o discipulado: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.
Séculos antes do catolicismo romano, conforme John Stott em sua magnífica obra, “A Cruz de Cristo”, os perseguidos cristãos “gravavam a cruz como símbolo visual de sua fé, faziam o sinal da cruz em si mesmos ou nos outros”. Conforme Stott, foi Tertuliano foi um dos primeiros a testemunhar essa prática: “A cada passo e a cada movimento... traçamos na testa o sinal da cruz”. Cita também Hipólito, presbítero, que escreveu no ano 215 D.C que o sinal da cruz era usado pelo bispo para ungir a testa do candidato durante a Confirmação, e recomendava: “Imitem sempre a ele (Cristo), fazendo, com sinceridade, um sinal na testa, pois este é o sinal da sua paixão” Recomendava também: “Quando tentado, sempre reverentemente sela a tua testa com o sinal da cruz”.
Especialmente quando ministramos o sacramento da Comunhão (Ceia do Senhor) cantamos hinos que lembram o sacrifício de Cristo quando assumiu na cruz o nosso pecado: “Sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, pois um dia em lugar de uma cruz a coroa Jesus me dará
Em outro hino declaramos: “Quero estar ao pé da cruz / que tão rica fonte / corre franca, salutar / de Sião no monte / Sim na cruz, sim, na cruz / sempre me glorio! / E, por fim, descansarei / Salvo, além do rio
A.W. Tozer lembra que “a cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens. Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar a Sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo, levavam a cruz, e o mesmo poder revolucionário ia com eles. Seu poder mudou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo ocidental”.
Paulo sintetizou a rejeição da cruz por parte do mundo: “A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós que somos salvos é o poder de Deus”.
A Europa, após duas guerras, levantou-se das cinzas para a prosperidade e estabilidade social. O cristianismo real parece ter ficado na História e nos monumentos visitados pelos turistas, como a Catedral de Notre Dame e, em Londres, a sublime Abadia de Westminster – onde nasceu uma das mais preciosas confissões da fé cristã. As velhas gerações perderam o poder de transmitir às novas o legado bíblico, profético e existencial da Igreja que nasceu sob o signo da cruz. Por outro lado, milhões seguem apenas rituais exteriores, captulados pelo fascínio do secularismo. Nas regiões onde a Igreja prospera o vinho novo da Palavra vem sendo misturado pelo interesse humano e as mazelas denominacionais. Porém, como em toda História, permanece o remanescente fiel.
Que em nossos dias o sinal da cruz não seja apenas um gesto exterior ou um costume herdado – sem o fundamento de vidas comprometidas com Cristo. A cruz de Cristo é o nosso símbolo de fé supremo. Estar firme em uma denominação cristã, bíblica, transparente e realmente comprometida com Cristo é fundamental e faz parte da dinâmica da Igreja . O discipulado tem seu preço, o caminho é estreito – porém nada se compara a glória de pertencer a Cristo e segui-lo com gratidão, submissão e amor. Com humildade e quebrantamento, em nossas carências e contradições, sejamos conhecidos como seguidores do Cordeiro que liberta, tendo como alvo a glória de Deus e o amor abnegado. O verdadeiro sinal da cruz deve ser muito mais que um gesto – deve ser visto como expressão de testemunho
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

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MISSÕES EM SÃO MATEUS DO SUL

video

Nos dias 10 e 11.10.09 São Mateus do Sul receu um grupo de 38 jovens do Presbitério Sul Paulistano (Federação de UMPs) liderados por Daniel Pacheco. Diversas atividades especiais de evangelização e lazer foram desenvolvidas na Igreja Presbiteriana do Brasil - que nessa cidade é um campo missionário da JMN. Entre os visitantes estava o Rev. Edson Dias, da IPB Novo Canaã - que trouxe duas mensagens no domingo.
1° ENCONTRÃO - Foi realizado no dia 10.10, com a presença de cerca de 80 crianças, adolescentes e adultos, do centro, Bairros da Raía e Bom Jesus - além de alguns visitantes da vizinhança do templo presbiteriano. O trabalho começou com um culto as 14 horas, seguido de atividades de lazer, com piscina de bolinhas, tobogã, cama elástica, tenis de mesa, bambolê, bola, desenhos para colorir, peteca, etc. O culto à noite (foto) teve participação de musicos de casa e de S.Paulo, o coral da Ráia, filme com o testemunho de jovens esportistas cristãos e mensagem pelo Rev. José Julio. Duas equipes distribuiram cerca de 1200 convites e folhetos evangelisticos nas áreas próximas do templo. Os visitantes presentearam todas as crianças e adolescentes presentes e doaram centenas de peças de roupas e sapatos.
DOMINGO NA FAZENDA - Os irmãos da IPB local passaram o domingo na fazenda com os visitantes. Depois do culto matutino todos se reuniram para o almoço, gincana bíblica, lazer, natação, futebol. Depois do café da tarde os irmãos da Congregação da Ráia e pontos de pregação voltaram de ônibus. O encerramento aconteceu no salão da fazenda, com o culto noturno. O vídeo acima foi feito por um dos jovens paulistanos. Deus seja louvado por essa abençoada viagem missionária que, por certo, trouxe alegria e edificação de vidas no interior do Paraná.

domingo, 8 de novembro de 2009

A.W.TOZER



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O QUE SIGNIFICA ACEITAR CRISTO

A.W. Tozer*

Poucas coisas, felizmente poucas, são assuntos de vida e morte, tal como uma bússola para uma viagem marítima ou um guia para uma viagem através do deserto. Ignorar coisas assim vitais não é só lançar sortes ou correr um risco, mas puro suicídio; ou seja, estar certo ou estar morto.
Nosso relacionamento com Cristo é uma questão de vida ou morte, e num plano muito superior. O homem que conhece a Bíblia sabe que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e que os homens são salvos apenas por ele sem qualquer influência por parte de quaisquer obras meritórias deles.
Tal coisa é verdadeira e sabida, mas a morte e ressurreição de Cristo evidentemente não salvam todos de maneira automática. Como o indivíduo entra numa relação salvadora com Cristo? Sabemos que alguns fazem isso, mas é óbvio que outros não alcançam esse plano. Como é coberto o abismo entre a redenção provida objetivamente e a salvação recebida subjetivamente? Como o que Cristo fez por mim opera em meu interior? Para a pergunta: “O que devo fazer para ser salvo?” devemos aprender a resposta correta. Falhar neste ponto não envolve apenas arriscar nossa alma, mas garantir o exílio eterno da face de Deus. É aqui que devemos estar certos ou perder-nos para sempre.
Os cristãos “evangelicais” fornecem três respostas a esta pergunta ansiosa: “Creia no Senhor Jesus Cristo”, “Receba a Cristo como seu Salvador pessoal” e “Aceite a Cristo”. Duas delas são extraídas quase literalmente das Escrituras (At. 16.31; Jo 1.12), enquanto a terceira é uma espécie de paráfrase, resumindo as outras duas. Não se trata então de três, mas de uma só.
Por sermos espiritualmente preguiçosos, tendemos a gravitar na direção mais fácil a fim de esclarecer nossas questões religiosas, tanto para nós mesmos como para outros; assim sendo a fórmula “Aceite a Cristo” tornou-se uma panacéia de explicação universal, e acredito que tem sido fatal para muitos. Embora um penitente ocasional responsável possa encontrar nela toda a instrução de que precisa para ter um contato vivo com Cristo, temo que muitos façam uso dela como um atalho para a terra Prometida, apenas para descobrir que ela os levou em vez disso a “uma terra de escuridão, tão negra quanto as próprias trevas; e da sombra da morte, sem qualquer ordem, e onde a luz é como a treva”
A dificuldade está em que a atitude “Aceite a Cristo” está provavelmente errada. Ela mostra Cristo suplicando a nós, em lugar de nós a Ele. Ela faz com que fique de pé, com o chapéu na mão, aguardando o nosso veredicto a respeito d’ELE, em vez de nos ajoelharmos com os corações contritos esperando que Ele nos julgue. Ela pode até permitir que aceitemos Cristo mediante um impulso mental ou emocional, sem qualquer dor, sem prejuízo de nosso ego e nenhuma inconveniência ao nosso estilo de vida normal.
Para esta maneira ineficaz de tratar um assunto tão vital, podemos imaginar alguns paralelos; como se, por exemplo, Israel tivesse “aceito” no Egito o sangue da Páscoa, mas continuasse vivendo em cativeiro, ou o filho pródigo “aceitasse” o perdão do pai e continuasse entre os porcos no país distante. Não fica claro que se aceitar Cristo deve significar algo, é preciso que haja ação moral em harmonia com essa atitude?
Ao permitir que a expressão “Aceite a Cristo” represente um esforço sincero para dizer em poucas palavras o que não poderia ser dito tão bem de outra forma, vejamos então o que queremos ou devemos indicar ao fazer uso dessa frase.
Aceitar a Cristo é dar ensejo a uma ligeira ligação com a Pessoa de nosso Senhor Jesus absolutamente única na experiência humana. Essa ligação é intelectual, volitiva e emocional. O crente acha-se intelectualmente convencido de que Jesus é tanto Senhor como Cristo; ele decidiu segui-lo a qualquer custo e seu coração logo está gozando da singular doçura de sua companhia.
Esta ligação é total, no sentido de que aceita alegremente Cristo por tudo o que Ele é. Não existe qualquer divisão covarde de posições, reconhecendo-o como Salvador hoje e aguardando o amanhã para decidir quanto à Sua soberania. O verdadeiro crente confessa Cristo como seu Tudo em Todos sem reservas. Ele inclui tudo de si mesmo, sem que qualquer parte de seu ser fique insensível diante da transação revolucionária.
Além disso, sua ligação com Cristo é toda-exclusiva. O Senhor torna-se para ele a atração única e exclusiva para sempre, e não apenas um entre vários interesses rivais. Ele segue a órbita de Cristo como a Terra a do Sol, mantido em servidão pelo magnetismo do seu afeto, extraindo dEle toda a sua vida, luz e calor. Nesta feliz condição são-lhe concedidos novos interesses, mas todos eles determinados pela sua relação com o Senhor.
O fato de aceitarmos Cristo dessa maneira todo-inclusiva e todo-exclusiva é um imperativo divino. A fé salta para Deus neste ponto mediante a Pessoa e a obra de Cristo, mas jamais separa a obra sem modificação ou reserva, e recebe e goza assim tudo o que Ele fez na obra de redenção, tudo o que ele está fazendo agora no céu a favor dos seus, e tudo o que opera neles e através deles.
Aceitar a Cristo é conhecer o significado das palavras: “pois, segundo Ele é, nós somos neste mundo” (1 João 4.17). Nós aceitamos os amigos dele como nossos, seus inimigos como inimigos nossos, sua cruz como a nossa cruz, sua vida como a nossa vida e seu futuro como o nosso.
Se é isto que queremos dizer quando aconselhamos alguém a aceitar a Cristo, será melhor explicar isso a ele, pois é possível que se envolva em profundas dificuldades espirituais caso não explanarmos o assunto.

* A.W.Tozer (1897-1963) pastoreou igrejas da Aliança Cristã e Missionária por mais de 30 anos. Apesar de não ter freqüentado seminário, seu amplo conhecimento bíblico, o forte inpacto de sua pregação e a prolífica criação literária (escreveu mais de 40 livros) renderam-lhe a concessão de dois doutorados honorários. Tozer é reputado entre os maiores pregadores de todos os tempos.
(in O MELHOR DE A.W.TOZER - 3ª ed. - São Paulo: Mundo Cristão, 1997)