terça-feira, 19 de abril de 2011

LIÇÕES DE TCHERNOBYL E FUKUSHIMA





Parece que o caso de Fukushima é muito mais grave do que Tchernobil - pois milhares de toneladas(!) de água estão contaminadas com o Césio-137*. Apenas uma pequena pastilha matou, direta ou indiretamente, dezenas de pessoas, no caso de Goiânia - quando manipulada. Foi necessário constuir uma gigantesca fortaleza para isolar materiais radioativados perigosamente letais. Em Fukushima o mar foi contaminado em quantas centenas de milhares de toneladas de água? Quem se resposabiliza: a indústria que vende os reatores atômicos? O governo, que não fiscalizou rigorosamente? A empresa que foi irresponsável? A radiação provocada por vazamentos como esses são os mais nocivos para o meio ambiente pois ficam centenas, milhares - e alguns até milhões de anos em atividade! A nossa civilização precisa repensar seu modo de vida no planeta - sem auto-sustentabilidade existirá que tipo de futuro para as gerações que virão? Parece que a maioria dos que falam e escrevem à opinião pública está muito cautelosa, até timida, ao escrever e opinar sobre o trágico acidente de Fukushima - e suas consequências. Parece que o enfoque maior fica na variação de ações no mercado! Quem é que fala dos prejuízos ambientais? Quem fala do efeito cumulativo de vazamentos em várias partes do planeta? Quem fala sobre a quantidade de água utilizada no resfriamento de reatores e sobre o armazenamento seguro de toneladas de rejeitos radiativos, em grande parte do planeta? A ciência está preparada para prever o que acontecerá daqui há mil anos na conformação do planeta? Quais as medidas de segurança para armazenar de forma segura elementos radiativos do Urânio - que tem "meia-vida" contabilizados em milhões ... e até bilhões de anos em atividade? O silencio de quem sabia agravou o número de vitimas, nos holocaustos nazistas e em outros genocidios contra crianças e inocentes - como acontece com centenas de milhares de cristãos, HOJE, em países de intolerância islâmica. Isso não parece ser notícia para a Globo e outras redes que preferem o "politicamente correto". O mundo precisa acordar em busca de um estilo de vida sustentável capaz de conviver com a terra, o ar e a água, bem como ao direito de autodeterminação pessoal e liberdade para vivenciar sua fé e expressar seu pensamento - os bens mais preciosos para a vida - que é, afinal de contas, o que tem mais importância.
Pensem no futuro de seus filhos, netos, bisnetos. Sejamos os sábios em busca solidária de alternativas realmente civilizadas - pois à reboque de interesses corporativos que futuro teremos? (José J. de Azevedo)




*"Descoberto em 1860, por Kirchhoff e Bunsen, o elemento químico césio tem número atômico 55 e seus isótopos mais relevantes são o 133 e o radiativo 137. Assim, o césio-137 é um radioisótopo do césio que tem em seu núcleo 55 prótons e 82 nêutrons.Sua meia-vida, o tempo necessário para que sua atividade radiativa caia pela metade, é de trinta anos e, conforme se desintegra pela emissão radiativa, forma Bário-137. Na natureza apresenta-se como um metal alcalino, mas pode ser obtido da fissão nuclear do urânio ou plutônio.Materiais radiativos como césio 137 emitem radiações ionizantes, feixes de partículas ou de ondas eletromagnéticas capazes de atravessar corpos sólidos, afetando durante o trajeto suas estruturas atômicas. Radiações ionizantes de alta intensidade podem provocar lesões nas células e tecidos vivos, causando uma série de efeitos nocivos que caracterizam o chamado envenenamento por radiação" (Luiz Molina Luz-Professor Mestre em Química).

Observação - Este artigo foi postado primeiramente num site da Internet. Não sabemos será será publicado ou, como em outras, vezes, será censurado. Geralmente os comentários publicados são caracterizados pela falta de informação, apesar de bem-intencionados. Abaixo o artigo originalmente da Agência Estado, e republicado em outro site de noticias, que manteremos em sigilo:

Referente a:
Japão começa a retirar água radioativa de usina nuclear
Por Gabriel Bueno Agência Estado – 2 horas 59 minutos atrás

Trabalhadores começaram hoje a retirar água altamente radioativa que vazava diretamente de um reator danificado na usina nuclear Daiichi, em Fukushima, no Japão. Trata-se de um importante passo para se evitar mais contaminações na água do mar da região e acelerar o processo de estabilização dos reatores.
A água contaminada está no porão do prédio onde fica o reator número 2. Há 25 mil toneladas dessa água, segundo a proprietária da usina, a companhia Tokyo Electric Power (Tepco). A área foi alagada inicialmente pelo tsunami de 11 de março, que ocorreu após um terremoto no mesmo dia.
Mais água foi lançada nas estruturas para resfriar o reator, quando se bombeou 168 toneladas de água fria por dia. Acredita-se que muito dessa água deve ter absorvido radiação e então vazado por meio da piscina de supressão até o piso da unidade onde fica o reator. A câmara de supressão, que em geral guarda água para resfriar o reator, foi bastante danificada por uma explosão de hidrogênio ocorrida em 15 de março.
A radiação da água foi medida em 13 milhões de becquerels de iodo-131 por centímetro cúbico, 300 milhões de vezes acima do limite legal, e 3 milhões de becquerels de césio-137 por centímetro cúbico, o que é 30 milhões de vezes superior ao limite. Parte da água vazou para o oceano, aumentando a radiação em uma área de entre 15 e 20 quilômetros da costa.
De acordo com o plano, 10 mil toneladas de água serão removidas de um tanque de estocagem nos próximos 20 dias. Simultaneamente, começará o trabalho para se construir uma nova estrutura de processamento que irá destilar o sal e substâncias radioativas da água contaminada. A construção deve levar pelo menos dois meses, e assim mais da metade das 25 mil toneladas precisará ficar mais tempo no prédio do reator 2.
"Nosso foco, no momento, será na prevenção de vazamentos de água radioativa no oceano", disse Hidehiko Nishiyama, porta-voz e vice-diretor-geral da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão. Mais cedo neste mês, trabalhadores lançaram 10 mil toneladas de água pouco radioativa no oceano, a fim de obter espaço para guardar a água mais radioativa. Países vizinhos, como Coreia do Sul e China, reclamaram da ação de Tóquio, bem como pescadores da região. Segundo Nishiyama, porém, isso não se repetirá.
Quatro dos seis sistemas de refrigeração dos reatores da usina Daiichi pararam de funcionar em 11 de março, causando problemas de superaquecimento nas unidades 1, 2 e 3. Agora, a Tepco e o governo trabalham com um cronograma para resolver a situação em entre seis e nove meses.
Hoje, a agência nuclear japonesa informou que a francesa Areva estabelecerá um processo de tratamento para lidar com a água mais contaminada da usina. Nas últimas três semanas, especialistas da Areva estão em Fukushima para ajudar a lidar com a crise. As informações são da Dow Jones.

Chefe da ONU pede "nova reflexão global" sobre segurança nuclear
terça-feira, 19 de abril de 2011 12:36

KIEV (Reuters) - Os desastres nucleares de Chernobyl e na usina japonesa de Fukushima mostraram a necessidade de "repensar globalmente" a energia nuclear, disse na terça-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Ban disse que o desastre de 1986 no norte da Ucrânia e a ameaça à usina nuclear de Fukushima após um terremoto e tsunami este ano demonstraram que "os acidentes nucleares não respeitam fronteiras." "Como podemos assegurar o uso pacífico da energia nuclear e a segurança máxima? Precisamos de uma nova reflexão global sobre essa questão fundamental," disse ele, falando em uma conferência internacional sobre Chernobyl.
Ban pediu uma revisão "de alto a baixo" das normas de segurança nuclear e exortou os países a aplicar altos padrões de precauções de segurança, autorizar inspeções independentes em suas usinas e ser mais transparentes, para conquistar a confiança pública.
"As usinas nucleares precisam ser construídas de modo a resistir a tudo, desde terremotos e tsunamis até incêndios e enchentes," disse ele, evidentemente com a crise de Fukushima em mente.
Ban pediu esforços para reforçar o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e usar sua capacidade de compartilhar conhecimentos especializados e know-how sobre questões de segurança nuclear.O secretário-geral manifestou apoio à convocação pela agência atômica da ONU de uma conferência ministerial sobre segurança nuclear, em junho, para tirar lições de Fukushima. A agência, da qual 151 países são membros, não possui poderes para implementar os padrões de segurança que recomenda.
(Reportagem adicional de Frederick Dahl em Viena)
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quinta-feira, 31 de março de 2011

ESCRITOR HOMOSSEXUAL CONDENA ATIVISMO GAY AUTORITÁRIO


Por Justin Raimondo

(Editor do website Antiwar.com)


Os ativistas homossexuais do passado pediam ao governo que os deixasse em paz. Sua plataforma política consistia fundamentalmente na descriminalização de relações homossexuais entre maiores de idade. Hoje, contudo, à medida em que a tolerância social à homossexualidade cresce, os ativistas homossexuais se voltam cada vez mais para o governo a fim de impor seus interesses à sociedade. Muito embora o poder estatal tenha sido utilizado como clava contra os homossexuais desde pelo menos a Idade Média, os líderes gays de hoje subitamente parecem eles mesmos empunhar o bastão, dizendo: “Agora é a nossa vez”. Isto é uma grande ironia – e uma possível causa de problemas para os homossexuais e convulsão social para a América. O nascimento do movimento de liberação dos homossexuais na América pode ser datado em 27 de Junho de 1969, quando clientes do Stonewall Inn, um bar para homossexuais em Manhattan, resistiram a uma tentativa da polícia de fechar aquele estabelecimento. Durante três dias, uma rebelião da vizinhança efetivamente impediu a polícia de dar seguimento à antiga tradição de extorsão de bares “gays” e de fechamento dos que se recusavam a pagar propina. Na autuação oficial, os donos do Stonewall foram citados por não possuírem alvará para venda de bebidas alcoólicas. Mesmo que eles tivessem requerido a obtenção do alvará, contudo, dificilmente eles teriam sido atendidos: o órgão estatal responsável por este tipo de licença era notoriamente hostil a estabelecimentos voltados para homossexuais. Assim sendo, os primeiros manifestantes homossexuais modernos estavam se rebelando contra a regulação estatal. De fato, a liberdade perante o governo, genericamente considerado, era uma idéia central do movimento de liberação homossexual. No entanto, algo fez com que o movimento gay se desviasse deste objetivo originário. Hoje, o intitulado movimento pelos direitos homossexuais vê o governo como o provedor, e não o inimigo, da liberdade. Da medicina socializada, passando pela legislação anti-discriminação e chegando às aulas obrigatórias de “tolerância” nas escolas, não há qualquer tipo de iniciativa para incrementar o poder governamental que estes supostos guerreiros da liberdade não apoiem. Enquanto as relações homossexuais entre maiores de idade sejam consideradas atos ilegais em alguns estados, eu acredito que organizações dedicadas a legalizá-las têm um assento legítimo na constelação das causas em prol dos direitos humanos. Além deste objetivo estritamente limitado, contudo, um movimento político baseado em orientação sexual é uma aberração grotesca. O fato de que o movimento pelos direitos homossexuais ter assumido uma postura cada vez mais autoritária é a conseqüência inevitável de se basear compromissos políticos em lealdades tribais, e não em princípios filosóficos. Numa sociedade livre não existem direitos homossexuais, apenas direitos individuais. Tanto para homossexuais quanto para heterossexuais, estes direitos se fundem num único princípio: o direito de ser deixado em paz. Politicamente, o movimento pelos direitos dos homossexuais deve voltar às suas raízes libertárias. Isto iniciaria o imprescindível processo de despolitização da homossexualidade e evitaria uma perigosa guerra cultural que a minoria homossexual jamais poderá vencer. Mesmo a “neutralidade” estatal que homossexuais “de centro” como Andrew Sullivan advogam forçaria o governo a tratar a homossexualidade como algo equivalente à heterossexualidade, como se vê nas demandas de Sullivan em prol de um pseudo-“casamento” homossexual e da admissão de gays assumidos nas forças militares. A verdadeira neutralidade, contudo, exigiria não uma aceitação, mas indiferença, desatenção, inação. Um estado neutro não penalizaria nem recompensaria a conduta homossexual. Ele não proibiria nem legitimaria juridicamente o casamento homossexual. Num ambiente militar, um estado neutro submeteria qualquer manifestação de sexualidade à mesma rigorosa regulação. Os homossexuais devem rejeitar a idéia disparatada de que eles são oprimidos pelo “heterossexualismo”, uma ideologia vil que subordina e denigre homossexuais ao insistir no papel central da heterossexualidade na cultura humana. Não se pode fugir da biologia humana, por mais que tal projeto possa seduzir acadêmicos alienados que imaginam que a sexualidade humana é uma “construção social” alterável à vontade. Homossexuais são e serão sempre uma raridade, uma pequena minoria necessariamente à margem da família tradicional. O “preconceito” heterossexual das instituições sociais não é algo que precise ser imposto a uma sociedade relutante por um estado opressivo, mas uma predileção que surge de forma bastante natural e inevitável. Se isto é “homofobia”, então a natureza é sectária. Se os homossexuais utilizam o poder estatal para corrigir esta “injustiça” histórica, eles estão se engajando num ato de beligerância que será considerado com justiça uma ameaça à primazia da família tradicional. Mesmo vários homossexuais liberais admitem que o modelo dos “direitos gays” já serviu a todo e qualquer propósito útil que ele algum dia possa ter tido. A idéia de que os homossexuais, especialmente os homens, sejam um grupo de vítimas é tão contrária à realidade que ela já não é mais sustentável. Nos campos econômico, político e cultural, os homossexuais exercem uma influência desproporcional ao seu número em face da totalidade da população, um fato que deu origem a inúmeras teorias conspiratórias. Dos cavaleiros medievais de Malta ao misterioso “Homintern” dos tempos modernos, a idéia de uma poderosa organização secreta de homossexuais é tema persistente na literatura conspiratória, imitando a forma e o estilo da mitologia anti-semítica. Justaposta à propaganda vitimizante dos últimos vinte anos, esta imagem de poder homossexual com ela se funde para produzir um personagem particularmente antipático: uma criatura privilegiada que não para de choramingar quanto ao seus infortúnios. Se as lideranças políticas homossexuais estão tão preocupadas quanto a um suposto crescimento de sectarismo anti-homossexual, talvez elas devam tomar o cuidado de projetar uma imagem pública menos criticável. Na condição de contigente especializado de um exército dedicado a empurrar o socialismo “multicultural” goela abaixo do povo americano, o lobby homossexual se alimenta dos piores medos de suas bases eleitorais. Empunhando o espantalho da “Direita Religiosa” a fim de manter as tropas em alerta, os políticos gays apontam para Jesse Helms e dizem: “sem nós, vocês não teriam a menor chance contra este sujeito”. Entretanto, nenhum grupo religioso de peso jamais clamou por medidas legais contra os homossexuais. A Coalização Cristã, o Eagle Forum e outros grupos ativistas conservadores somente se envolveram em atividades políticas supostamente “anti-homossexuais” defensivamente, trabalhando pela rejeição de leis garantidoras de “direitos gays” que atacavam as crenças mais preciosas daqueles grupos. Os líderes do movimento gay estão brincando com fogo. A grande tragédia é que não serão eles os únicos que sairão queimados. A volatilidade dos temas que eles vêm levantando – temas que envolvem religião, família e as mais elementares premissas do que é ser humano – cria o risco de uma explosão social pela qual eles devem ser responsabilizados. A ousadia da tentativa de se introduzir um “currículo homossexual positivo” nas escolas públicas, a postura de vítimas militantes que não toleram qualquer questionamento, a intolerância brutal que se segue à tomada do poder pelos homossexuais em guetos urbanos como São Francisco – tudo isso, somado ao fato de que o próprio paradigma dos direitos dos homossexuais representa uma intolerável invasão da liberdade, tende a produzir uma reação da maioria. Já é tempo de se questionar o mito de que o movimento pelos direitos homossexuais fala por todos, ou mesmo pela maioria dos homossexuais. Isto não acontece. Leis que estabelecem “direitos homossexuais” violam os princípios do autêntico liberalismo, e os homossexuais deveriam levantar sua voz contra elas – a fim de se distanciarem dos excessos deste movimento destrutivo, a fim de evitar conflitos sociais e para corrigir alguns graves males já criados. Estes males são o ataque político hoje lançado contra a família heterossexual pelos teóricos da revolução homossexual; o incansável deboche religioso que permeia a imprensa gay; e o ilimitado desprezo, inerente à subcultura homossexual, por toda tradição e pelos “valores burgueses”. A busca por uma “etnia” homossexual é tão infrutífera quanto o esforço para forjar um movimento político homossexual. Ser homossexual não pode ser comparado, de forma alguma, a, digamos, ser armênio. Não existe uma cultura homossexual à parte da cultura em geral e, apesar de alegações pseudo-científicas em contrário, não existe uma “raça gay” geneticamente codificada. Existe apenas um certo comportamento adotado por um grupo heterogêneo de indivíduos, cada um baseado em seus próprios motivos e predisposições. Quaisquer esforços de santificação desta conduta, ou de sua explicação de forma a esvaziá-la de qualquer conteúdo moral, são contraproducentes, além de pouco convincentes. Tentar reconciliar de alguma forma a homossexualidade com os costumes e crenças religiosas da maioria é renunciar ao verdadeiro direito que as pessoas, homossexuais ou não, efetivamente têm: o direito de não ter que dar satisfações quanto à sua própria existência. A obsessão em “assumir” sua própria homossexualidade e o auto-centrismo essencialmente feminino deste tipo de ritual é certamente um outro traço do movimento homossexual que deve ser eliminado. Será que nós realmente temos que conhecer as predileções sexuais de nossos vizinhos e colegas de trabalho, ou mesmo de nossos irmãos e irmãs, tios e tias? Esperar aprovação ou sanção oficial quanto algo tão pessoal quanto a própria sexualidade é um sinal de fraqueza de caráter. Pedir (não, exigir) com a cara limpa tal aprovação na forma de um ato governamental é algo de um mau gosto sem paralelos. É também a confissão de uma falta de auto-estima tão devastadora, de um tal vazio interior, que sua expressão pública se torna inapreensível. A auto-estima não é uma qualidade que se possa extrair dos outros, nem ser criada legislativamente. A história do movimento gay revela que Eros e ideologia são antípodas. A política, disse Orwell, é o “sexo azedado”, e a palavra “azeda” certamente descreve a visão do mundo dos dogmáticos dos direitos homossexuais. Isto fica evidente só de olhar para eles: melindrados a todo tempo por uma sociedade “heterossexualista” e normalmente muito pouco atraentes para conseguirem namorar, estas almas politizaram tanto sua sexualidade que dificilmente se pode afirmar que ela ainda exista. Ao invés do moralismo da “visibilidade” gay, uma solução sensata para a Questão Homossexual seria uma convocação de retorno aos deleites da vida privada, uma redescoberta da discrição ou mesmo do anonimato. A politização da vida cotidiana – do sexo e das instituições culturais fundamentais – é uma tendência a que devemos resistir com tenacidade: não apenas os homossexuais, mas os amantes da liberdade em todas as esferas de realização humana”. Artigo originalmente publicado na revista The American Enterprise.

quarta-feira, 2 de março de 2011

CARTA ABERTA A DEPUTADOS E SENADORES

"A perda de consciência em nosso mundo provém, fundamentalmente, da perda do instinto e tem sua razão de ser no desenvolvimento mental da humanidade ao longo das eras passadas. Quanto mais o homem conseguiu dominar a natureza, mais lhe subiu à cabeça o orgulho de seu saber e poder, e mais profundo o seu desprezo por tudo que é apenas natural e casual". (C.G.Jung - "Presente e Futuro").

DDs.Senhores Deputados Federais.

Os senhores foram eleitos pelos milhões de brasileiros para os bem representar, de forma ética, honesta, digna e misericordiosa. Mais do que qualquer organização, partidária ou empresarial, vocês representam gente de carne e osso - com alma e a dignidade que a Vida lhes concede.
Ao votar leis e tomar decisões quanto o seu teor, devem pensar na repercussão das mesmas, tanto para com o ser humano, como para o meio ambiente natural. O texto assima, escrito por um sábio, fundador da psicanálise, juntamente com Freud, alerta a humanidade para o grave perigo de trocar a paz da consciência pelo interesse, o lucro, a ganância. Vivemos numa sociedade agressiva, violenta e injustiça - um sistema perverso que avança sobre os ultimos recursos naturais do planeta com gana insana, gerando desequilibrio ambiental e suas consequencias. Os povos primitivos do Brasil e de outros continentes são cada vez mais ameaçados. Centenas de milhões de seres humanos foram sacrificados no altar do lucro ganancioso e predatório. Muitos milhares de espécies - muitas não conhecidas ainda pela ciência, foram destruidas pelo avanço criminoso sobre mananciais de biodiversidade. Os cientistas vêm alertando para os graves riscos de futuras catástrofes. Nossa consciência não pode submeter-se aos "donos do mundo" que em sua mútua concorrência, disputam os recursos que pertencem à VIDA e as gerações humanas. "De que vale ganhar o mundo e perder a alma?"
Há projetos que nasceram de cima para baixo, que querem impor à sociedade através de loobies de interesse - votar a favor deles é trair a consciência e negar à vida o seu direito a sobrevivência, seja nas florestas como nos campos e cidades.
Por favor, vocês foram eleitos para legislar em favor da VIDA e não da morte!
Neguem-se a ser joguete para grandes corporações cujos interesses reside em trasformar tudo em numeros virtuais, deixando um rastro de destruição. Grandes desertos são o que resta de impérios, seja na África, como na Europa e Oriente Médio.
Sejamos sábios para forjar um Brasil que seja exemplo para o mundo pelo respeito à vida e eleição da diversidade.
Por favor, lembrem-se dos pequenos meninos índios e dos recursos que realmente trazem bem-estar e beneficiam a vida na terra: as florestas que geram mananciais de água límpida; os micro ambientes que garantem a sobrevivência das espécieies, seja no subsolo, como na terra, no céu e nos oceanos.
Não temos que seguir aqueles países que destruiram seu meio ambiente e agora, para manter um estilo de vida de vanglórias e futilidades quem impor sua vontade sovina a esses mananciais cujo valor transcende ao dinheiro - pois estão à serviço da VIDA.
Nós brasileiros, que amamos a todas as raças e espécies vegetais e animais e que sabemos da importância do Congresso e da Democracia Representativa, rogamos que Deus lhes dê sabedoria e hombridade para votar com a consciência limpa do dever cumprido.

José J. de Azevedo / Jornalista.

PROTEJAM O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO - Por exemplo!
Ele tem garantido a sobrevivência de centenas de povos indigenas e
a mais fantástica rede de biomas e biodiversidade do planeta!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MESTRE, QUEM É O MEU PRÓXIMO?


Para podermos identificar o próximo – além das fronteiras do nosso lar – é preciso sensibilidade e discernimento – capacidade de sentir e entender. Em segundo lugar, é necessário ter senso de responsabilidade e de oportunidade. Responsabilidade é responder conforme o desafio proposto. Oportunidade diz respeito ao fato de que Deus nos aproxima do nosso próximo. Quem é o meu próximo?

01. A ATITUDE DO SACERDOTE
A religiosidade pode levar o essencial para a periferia e o que é mais importante para o terceiro lugar. Essa é uma característica lamentável de grande parte das religiões e dos religiosos, em nosso tempo.
Ao ser questionado por um intérprete da lei Jesus respondeu a sua pergunta: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Jesus respondeu com outra pergunta: Que está escrito na lei, como interpretas? O interprete respondeu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo".
Quem é o meu próximo? Perguntou o interprete da lei. Jesus, então falou sobre a atitude de três pessoas que tiveram oportunidade de reconhecer e dignificar o seu próximo.
O sacerdote ocupava o papel principal na vida religiosa de Israel: Ele oficiava o culto, intermediava os sacrifícios do povo; intercedia por ele e devia ser padrão de santidade. Arão, por exemplo, carregava os nomes das 12 tribos de Israel escritos em suas vestes litúrgicas, para apresentá-las diante de Deus.
Jesus coloca um sacerdote em sua história: "Casualmente, descia um sacerdote por aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo".

02. A ATITUDE DO LEVITA
Historicamente s levitas descendiam de Levi e ocupavam o segundo lugar, depois dos sacerdotes, na hierarquia da autoridade religiosa de Israel.
Durante o Êxodo eram os levitas que protegiam e levavam a arca da aliança. Eles deviam cuidar do tabernáculo e zelar pelos serviços litúrgicos. Davi os incumbiu da música litúrgica. Por isso, até hoje, os músicos costumam ser chamados de "levitas", nas igrejas. Jesus colocou também um levita em sua história: "Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o, também passou de largo".
Seu papel era, pois, relevante: "Os levitas se acamparão ao redor do tabernaculo do testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas tomarão a si o cuidar do tabernáculo do Testemunho" (Números 1.53).

03. A ATITUDE DO SAMARITANO
"Espinha dorsal da idolatria"! Eis como um escritor definiu Samaria. Em seu tempo áureo foi uma cidade soberba. Nela os profetas de Baal desencaminharam a Israel.
Mais tarde caiu nas mãos da Assíria, que "removeu os moradores da cidade e a repovoou com gente de outros países conquistados". No regresso dos Israelitas do exílio babilônico, esses samaritanos se opuseram à reconstrução de Jerusalém. A hostilidade que havia entre judeus e samaritanos era grande e continuou a existir até a época do Novo Testamento.

Nesse período os samaritanos criam em Deus e baseavam sua fé apenas no Pentateuco (cinco primeiros livros do AT) e isso favorecia o conflito religioso com os judeus ortodoxos que tinham sua capital em Jerusalém. Conforme 2 Reis 17.24, o rei da Assíria trouxe gente da Babilônia e de outros lugares para colonizar a região onde viviam – gerando um povo mestiço, com um pouco de sangue hebreu.
Quando Jesus pregou para a mulher samaritana, na beira do poço, em Samaria, ela converteu-se e anunciou a Jesus em toda a cidade e muitos samaritanos se converteram.
Jesus, pois, utiliza o menosprezo de Israel aos samaritanos para exemplificar a redenção que Deus opera na vida de seus escolhidos:
Jesus, pois, incluiu um samaritano em sua história: "Certo samaritano, que seguia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E, chegando-se, pensou-lhes os ferimentos, aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e tratou dele.
No dia seguinte, tirou dois denários (salário de um dia de trabalho) e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei quando voltar".
Esse homem revelou sua fé com uma atitude coerente com o que conhecia da Bíblia da época. Os outros, apesar de serem ávidos leitores de "Moisés e os profetas" se revelaram incapazes de colocar em prática. Sua religião era litúrgica e mental. Jesus ensinava o caminho para uma vida espiritual prática e capaz de transformar o coração humano, dando-lhe calor, vigor e visão.
Jesus questionou o interprete da lei: "
Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos salteadores?"
Ele respondeu: "O que usou de misericórdia para com ele". Jesus: "Vai, procede tu de igual modo!" Não somos salvos em função de nossas boas obras, porém nossas boas obras revelam que somos salvos. Quem é o meu próximo?
(José J. de. Azevedo, 13.2.2011)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A ORAÇÃO POLITICAMENTE INCORRETA DO PASTOR JOE WRIGHT

No dia 23 de janeiro de 1996 o pastor evangélico Joe Wright foi convidado a abrir as sessões anuais da Câmara dos deputados e senadores do Estado de Kansas (EUA) – e surpreendeu a todos com o teor de suas palavras dirigidas a Deus. Publicamos abaixo o teor da oração, com tradução em espanhol de fácil compreensão para nós, brasileiros. Quando solicitaram sua participação na solenidade todos esperavam que ele ficasse restrito a generalidades habituais, mas o que eles ouviram foi a oração de um verdadeiro servo de Deus, um profeta do nosso tempo. Pelo menos um dos senadores deixou o recinto enquanto o pastor orava. Outros fizeram discursos criticando o pastor, considerando-o “fundamentalista” e “radical”. A oração foi divulgada nacionalmente através do programa de Paul Harvey – e ficou conhecida como “Oração do arrependimento”. O pastor não pertence a “Central Catholic Church”, como foi divulgado no Brasil em uma apresentação Power-point. Ele faz parte dos ministros da Igreja Cristã Central de Wichita (site:http://www.ccc.org/).

Pastor Joe Wright Prayer in Kansas House of Representatives (You Tube):

sexta-feira, 15 de outubro de 2010



SETE QUEDAS PARA SEMPRE

Conhecemos o Parque Nacional de Sete Quedas no final dos anos 70 - quando se falava de utilizar o potencial hidrelétrico do rio Paraná e suas quedas, para a construção da "maior usina hidroelétrica do mundo". Vivíamos ainda sob o regime autoritário e o projeto Itaipú foi imposto pela tecnocracia - em vez do Projeto Sete Quedas, de autoria do Eng.° Marcondes Ferraz, que fora apresentado ao governo constitucional de João Goulart (que previa a utilização do potencial energético, de forma a preservar o Parque Nacional de 7 Quedas e evitar a inundação de milhares de km2 de terras férteis (desterrando milhares de famílias e a tribo dos índios Avá Guaranis). Ficamos admirados com a beleza e grandeza de Sete Quedas - que eram as maiores quedas do mundo, em volume d'água. Desde então fizemos várias visitas, conhecemos em Guaira outros defensores do Parque Nacional. Formamos um grupo de ambientalistas para defender as cachoeiras, que ganhou o nome de SETE QUEDAS PARA SEMPRE. Em 1982, ano em que a destruição teve início, gravamos a música 7 Quedas para Sempre, que foi finalista no 6° Festival de Música Ecológica de Piracicaba, patrocinado pelo SESC - Serviço Social do Comércio/SP. A composição musical da trilha sonora do presente trabalho , a música chamada 7 Quedas Para Sempre é de Marisa Lugli e Rosangela Campi , com arranjo de Antonio Hélio Teixeira da Silva. A música é interpretada pelo Grupo Nova Dantzig, de Cambé-PR. Tanto os slides (fotos) como a letra da música é de autoria de José Julio de Azevedo - na época jornalista na Folha de S.Paulo e colaborador na Revista Planeta. As fotos foram tiradas em diversas viagens a Guaira - quando ficavamos acampados junto a casa de Pedemar Maraguara Porã - índio Ipixuna do norte do Amazonas, que ali viva. Na ocasião ele nos deu um depoimento que foi publicado por Ednilton Lampião (de grata memória) na Revista Planeta. Juntamente com outras entidades ambientalistas, especialmente de São Paulo, buscamos sensibilizar a população, bem como intervir junto ao Governo Federal - que alegava a irreversibilidade do projeto Itaipu. Durante a realização do "Quarup Sete Quedas" (movimento conformista) membros do Grupo Nova Dantzig, inclusive o autor destas fotos, foram detidos pela PF, e liberados em seguida.
O presente acervo tem os direitos autorais reservados na obra Sete Quedas Para Sempre (devidamente registrada no E.D.A - Biblioteca Nacional) - proibida a reprodução para fins comerciais ou públicos sem a expressa autorização do autor das fotos e dos autores da música.

SEVEN FALLS FOREVER

We met the National park of the 7 Falls in the end of the seventies - when it was already spoken about using the hydroelectric potential of the river Paraná and their falls, for the construction of the "larger hydroelectric plant of the world." We still lived under the authoritarian regime and the project Itaipú was imposed by the technocracy - instead of the Project Seven Falls - of Eng.° Marcondes Ferraz, that had been introduced to the constitutional government of João Goulart (that foresaw the form use to preserve 7 falls and to avoid the flood of thousands of km2 of fertile lands). We were admired with the beauty and greatness of Seven Falls - that were the largest falls of water of the world, in volume of water. Ever since
we visited, we knew in Guaira other defenders of the National park. We formed a group of environmentalists for to defend the waterfalls, that it won the name of SEVEN FALLS FOREVER. In 1982, year in that the destruction had beginning, we recorded the music 7 Falls forever, that it was finalist in the 6° Festival of Ecological Music of Piracicaba, sponsored by SESC - Social service of Comércio/SP. The musical composition of the soundtrack of the present work, the music called 7 Quedas Para Always it is of Marisa Lugli and Rosangela Campi - the arrangement had the participation of Silva's Antonio Hélio Teixeira. The music is interpreted by the Group New Dantzig, of Cambé-PR. So much the slides (pictures) as the letter of the music it is of authorship of José Julio of Azevedo - at that time journalist in the Leaf of S.Paulo. The pictures were féitas in several trips Guaira - when we were camped house of Pedemar Maraguara Porã - Indian Ipixuna of the north of Amazon, that there lives. In the occasion he gave us a deposition that was published by Ednilton Lampião (of thankful memory) in the Revista Planeta. Together with other entities environmentalists, especially of São Paulo, we looked for to touch the population, as well as to intervene the federal government close to - that alleged the irreversibilidade of the project Itaipu. During the accomplishment of "Quarup Seven Falls" (I move conformist) members of the New Group Dantzig were stopped by PF, and liberated in following.

The present collection Always has the reserved copyrights in the work Seven Quedas Para (properly registered in E.D.A - National library) - forbidden the reproduction for ends commercial or public without the author's of the pictures expressed authorization and of the authors of the music. (José J de Azevedo)

sábado, 2 de outubro de 2010


MARINA SILVA: “UMA MENINA QUE VENCEU
A MALÁRIA AMAZÔNICA
ELEVA O NÍVEL POLITICO DE UMA NAÇÃO”
(Tradução livre)

O site do célebre Jornal New York Times, em agosto deste ano, traçou o perfil de Marina da Silva
que hoje concorre a Presidência da República. Esse traço biográfico não foi tão marcantemente descrito, a meu ver, em periódicos, virtuais ou não, em nosso País. Se um nordestino metalúrgico surpreendeu o Brasil chegando à Presidência da República, pode estar chegando a vez de uma acreana surpreender o mundo, liderar o País, e se tornar uma das mulheres de maior poder, no planeta. Essa é a história de uma menina que nasceu no meio da floresta amazônica – forjada em meio a natureza vigorosa - que adquiriu poderosos anticorpos para vencer doenças na infância, perdas e carências na pré-adolescência , enfrentar e vencer a fúria insana de grileiros, – que tiraram a vida de Chico Mendes mas nunca puderam deter essa brasileira da gema! Marina, que venceu as injustiças e adversidades que enfrentam os brasileiros no "Brasil profundo", conquistou seu diploma em Rio Branco e vem surpreendendo o mundo com suas conquistas: Senadora, Ministra e, se Deus quiser, futura Presidente do Brasil. Em seus discursos busca unir as forças vivas e saudáveis de uma Nação marcada pela corrupção e desigualdades sociais levantando a bandeira verde da esperança - elegendo a vida, humana e natural, como valor supremo a ser defendido!


O PERFIL DE UMA
MULHER CORAGEM,
SEGUNDO O
NEW YORK TIMES

"A vida de Marina Silva, vida começou no coração da Amazônia. Com 11 anos de idade ela caminhava nove milhas para ajudar os pais na coleta de borracha, nas florestas. Como um ícone do movimento ambiental, vem dedicando a vida na proteção da floresta tropical. Aos 16 anos, analfabeta e com hepatite, a Sra. Silva deixou sua casa em direção a cidade de Rio Branco, em busca de tratamento médico e escola. Depois de aprender a ler e escrever, aos 16 anos, continuou seus estudos até graduar-se numa faculdade. Tornou-se professora, envolvendo-se na militância política.
Marina trabalhou ao lado de Chico Mendes, seu amigo e ativista ambiental – grande defensor das reservas naturais de seringueira. Ele foi morto por jagunços em 1988, a mando de grileiros de terras públicas. Quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito o presidente do Brasil, em 2002, escolheu a Sra.Marina da Silva para ser Ministra do Meio Ambiente – que criou um plano nacional para combater a crescente destruição de reservas florestais e preservando para a posteridade uma reserva indígena asperamente do tamanho do Texas.
Há vários meses deixou o Partido dos Trabalhadores em função de conflitos com relação a políticas ambientais, que encontrava barreiras dentro do próprio governo Lula. Uniu-se ao PV – Partido Verde, e tornou-se candidata a Presidência da República
Sua história é a de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma força política expressiva e inspiração aos brasileiros que buscam um Presidente que substitua o popular Lula, que também veio de origem humilde – lembram analistas políticos.
“Marina é uma pessoa que conquistou s próprias asas e não é surpreendente descobrir que esses podem voar”, disse Jorge Viana, o ex-governador do Acre, estado onde nasceu Marina Silva.
A candidatura de Marina contraria a de Dilma Rousseff, que foi Ministra-chefe da Casa Civil do governo. Lula foi quem a escolheu, pessoalmente, para sua sucessão. Os analistas políticos dizem que as duas mulheres enfrentaram conflitos, desde 2003, em função da política de desenvolvimento econômico da nação, inclusive projetos de energia (hidroelétricas na Amazônia) que Marina Silva questionou por razões ambientais e econômicas.
Marina Silva tem “virado para cima as cartas do baralho” - disse David Fleischer, professor de ciência política na Universidade de Brasília. Se uma das mulheres ganhar a eleição elas terão feito História. O Brasil nunca teve uma mulher como presidente. Além disso, o país nunca teve um presidente negro; e o sangue africano também corre nas veias de Marina [ o vigor da raça!]
Marina da Silva renunciou ao cargo de Ministra do Meio Ambiente no ano passado, depois de expressar grave preocupação pelo fato do governo ceder sob a pressão do agro-negócio A oposição oficial do governo, contrariando o avanço em busca da sustentabilidade racional para o País fez com que ela voltasse ao Senado Federal, onde continuou forjando bases para seu ideal de uma sociedade auto-sustentável.
Em sua entrevista a este jornal (New York Times) Marina, 51 anos, disse que se sentiu frustrada com a luta de bastidores no sentido do governo avançar na estratégia de desenvolvimento econômico sustentável. Disse Marina: “Tive a oportunidade de buscar construir um futuro novo para o Brasil e para o planeta. Prefiro, nessa circunstância, avançar com minha esperança nesta direção” – disse referindo-se a sua filiação ao PV – Partido Verde.
Enquanto muitos a admiram, alguns analistas políticos dizem acreditar que problemas de saúde, vencidos por Marina no passado poderão alavancar sua responsabilidade política na corrida presidencial. Por outro lado pesaram preocupações pela quimioterapia de Dilma Rouseff no tratamento de um linfoma – levando alguns partidários do presidente Lula a buscar um candidato diferente para seu sucessor. Os brasileiros ainda se lembram do caso de Tancredo Neves, um presidente-eleito, popular, que ficou severamente doente em 1985 e morreu antes de tomar posse do cargo de presidente do Brasil.
Nascida em Seringal Bagaço, uma comunidade pequena de coletores de borracha, no Estado do Acre, Marina Silva era uma dos 11 filhos da sua família, das quais três morreram – [em função de um sistema secular de exploração predatória da natureza e exploração dos mais pobres, povos das florestas] O vizinho mais próximo da sua família vivia a uma distância de uma hora através da densa floresta. Rio Branco, a capital, ficava cerca de 40 milhas [64 kms]. Chegou a levar uma semana para chegar em casa, numa estação chuvosa – disse ela..
Enfermidades sempre foram comuns na região amazônica – o que também abalou a sua família . Sua mãe faleceu quando Marina tinha apenas 11 anos e duas irmãs mais novas morreram por causa do sarampo e da malária" (José J Azevedo).
Texto original:
http://www.nytimes.com/2009/08/29/world/americas/29silva.html)